Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
No jogo digital “Watch dogs 2”, um grupo de amigos travam uma guerra contra uma multinacional, realizando vários eventos, conseguindo diversos apoiadores e seguidores. Fora das telas, a realidade não é tão distante, diversas pessoas possuem o poder de quebrar empresas com apenas um vídeo de 5 minutos, exercendo extrema influência sobre elas e no mercado. Nesse contexto cabe analisar como a cultura do cancelamento, bem como a falta de educação são alguns dos principais motivos pelos quais influenciadores digitais causam tanto impacto nas decisões de consumo.
Diante dessa realidade, vale considerar a cultura do cancelamento como grande problema. Pessoas sem paciência transbordam no ambiente digital, por este motivo várias delas não se dão o trabalho de fazer pesquisas, e levam em consideração somente aquilo que seu influenciador favorito fala. Aliás, este fenómeno não só ajuda grandes empresas, mas também prejudica empresas pequenas, afinal elas serão apedrejadas por seguidores de influenciadores patrocinados por uma concorrente. Além disso, é possível ver um exemplo claro da influência de alguém, quando é retomado o ato do jogador Cristiano Ronaldo, ao tirar uma garrafa de refrigerante da tela e causar uma perda de milhões na empresa.
Deve-se destacar, ainda que, segundo Gilberto Dimenstein, as leis estão presentes somente na teoria e não na prática. Mesmo que a escolaridade dos indivíduos seja assegurada pela lei, nem sempre é uma realidade. Muitos Usuários da “internet” não possuem senso crítico, muitas vezes gerados por não frequentar o ambiente escolar, o qual não somente ensina os alunos matérias necessárias mas também como conviver em sociedade. Exemplo disso é o caso do “Youtuber” Orochinho, que com uma brincadeira, conseguiu convencer diversas pessoas que ele apoia um empresário, com a ajuda de seus seguidores, logo após esse acontecimento, o faturamento da empresa aumentou em 5%.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas. Logo, cabe à mídia - que exerce importante influência no cotidiano dos indivíduos - promover campanhas digitais e discussões entre os usuários, por meio das redes sociais mais populares, a fim de reverter o império formado por influenciadores,a fim de conscientizar os indivíduos desde cedo e, consequentemente, possibilitar a redução do efeito deles no consumo. Somente com medidas como essa, o Brasil será um país mais aberto, em que os indivíduos possuem maior senso crítico.