Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Segundo os filósofos alemães Adorno e Horkheimer, uma “indústria cultural”, está relacionado a uma padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Nessa conjuntura, estão inseridos no contexto atual dos influenciadores digitais, produtores de conteúdo para YouTube, Instagram e Facebook, que possuem milhões de seguidores, compostos predominantemente por um público juvenil. Assim, é imprescindível a análise do impacto dessas influenciadores na vida dos jovens brasileiros, cada vez mais conectado às redes sociais.

Outrossim, empresas estão investindo nessas celebridades para divulgar seus produtos, devido ao grande alcance de público. Isso se evidencia pela quantidade de publicidade que esses famosos fazem, no entanto, os pais devem orientar os filhos para não se tornarem alvos fáceis dessa estratégia de marketing, que muitas vezes, deixam uma ética de lado em nome do estímulo ao consumo.

Ademais, é válido citar casos de atitudes preconceituosas de “youtubers”, que podem contribuir para a construção do caráter do jovem sob alicerces frágeis. Exemplo disso é Júlio Cocielo, separar piadas foram consideradas preconceituosas e repercutiram negativamente na mídia. Comportamentos como esse são inaceitáveis, pois, reforçam estereótipos e distorcem a visão do mundo dos jovens, corroborando com a ideia de Adorno, que uma cultura de massa não apenas nos torna menos inteligentes, mas também incapazes de agir moralmente.

Fica evidente, portanto, que os influenciadores digitais têm poder de persuadir e inspirar o comportamento dos jovens brasileiros. Por isso, cabe aos pais e familiares verificarem o conteúdo dos vídeos assistidos nas plataformas on-line e alertar os filhos sobre a manipulação que existe na mídia para transformar a arte em mercadoria e estimular o consumo por meio da alienação das massas. Espera-se com isso, desenvolver nos jovens uma inteligência emocional que permitir fazer escolhas e julgamentos criteriosos, afastados da “indústria cultural”.