Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
O Instagram foi lançado em 2010, e apesar de recente e ter apenas 11 anos desde sua criação, esse se tornou a principal rede social e aplicativo de compartilhamento de fotos. Durante os anos, o “app” foi acumulando usuários, e hoje existem profissionais que trabalham com a internet, nomeados de influenciadores digitais, esses por sua vez tem um papel significativo nas decisões de consumo de seus seguidores. Dessa forma, é necessário debater a difusão de propagandas enganosas que geram danos a saúde mental dos influenciados. Logo, medidas devem ser tomadas para solucionar a problemática.
A princípio, é evidente que os influenciadores digitais difundem propagandas enganosas. Muitos profissionais da internet ao publicar em suas redes socias, como Instagram e Tiktok, publicidade de produto para o corpo, por exemplo, como pílulas de emagrecimento, cintas modeladoras e anabolizantes milagrosos, acabam impactando nas decisões de consumo de seus seguidores. Uma vez que, ao comprar esses produtos, baseando-se apenas na opinião e nas vivências contadas pelos influenciadores, acabam se decepcionando após o uso, ao perceber que as mercadorias não realizam o real efeito que prometem, e o que havia sido publicado pelos digitais “influencer”. A exemplo disso, tem o Meratol, um suplemento que acelera o metabolismo, que foi indicado por diversas celebridades, e hoje é um dos produtos para emagrecimento rápido mais procurado. Porém, apesar de não ter comprovação científica, se é realmente eficaz, a maior parte dos influenciadores que divulgam-o são modelos e atrizes magras, criando uma propaganda enganosa para o público.
Consequentemente, tem-se o impacto na saúde mental dos influenciados. Isso porque, nas redes sociais os seguidores estão a procura da perfeição, se basendo em corpos irreais e padrões estéticos inalcansáveis, e ao comprar os produtos enganosos indicados pelos influenciadores, esses não percebem mudanças e podem desenvolver doenças mentais como a Depressão, caracterizada pela a perda de interesse na vida e o Transtorto de Ansiedade, definido pela preocupação excessiva e/ou sentimento constante que algo negativo vai acontecer, podendo, em casos mais sérios, levar ao suicídio. Dessa maneira, o ministério da Saúde deve atuar para a garantia do bem-estar da população.
Em suma, é necessário ações para resolver a questão. Para isso, cabe as plataformas de redes sociais, como Instagram e TikTok verificar as empresas divulgadas pelos influenciadores digitais, por meio de uma documentação prévia, a respeito do produto, que será analisada por médicos (contratados pelos apps), a fim de verificar a eficacia cientifica das mercadorias, controlando a difusão de propagandas enganosas. Assim, os impactos negativos causados por “influencers” nas decisões de consumo irião reduzir, como também, os danos à saúde mental dos influenciados.