Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A ascensão de inflluenciadores digitais que procuram persuadir outros indivíduos a consumir produtos de uma determinada marca trouxe novamente a questão das propagandas às discussões contemporâneas. O consumo consciente pressupõe que o indivíduo escolha por si mesmo, e não escolha baseado no que os influenciadores digitais buscam convencê-lo.
A influência do consumo exacerbado cria indivíduos que compram impulsivamente e patologicamente. Este consumo patológico não só inibe o desenvolvimento individual da pessoa, mas também daqueles que a cercam. De modo que as aquisições realizadas pela pessoa não demontram mais os seus interesses, mas os das pessoas que a influenciaram a comprar. Uma vez que as preferencias de consumo também caracterizam o indivíduo como ser único na sociedade, a persuasão de padrões de consumo retira a individualidade do ser humano, criando, assim pessoas padronizadas.
É necessário que os indivíduos desenvolvam senso crítico para saber diferenciar as coisas que são necessidades pessoais daquilo que apenas foi imposto por influencias externas. Para isso, é preciso autoconhecimento para conhecer os próprios desejos e vontades, de modo a não ser manipulado facilmente nas questões que envolvem o consumo.
Cabe às pessoas perceberem que só há liberdade quando a escolha não é baseada apenas em influencias externas, mas sim em exigencias pessoais. Desse modo, os indivíduos devem pensar racionalmente antes de consumir, para não se tornarem pessoas obcecadas pelo consumo. Além disso, deve haver fiscalização das propagandas direcionadas ao público infantil, uma vez que crianças não têm o senso crítico necessário para discernir aquilo que elas realmente querem do que apenas foi implantado em seus pensamentos.