Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Do Youtube ao Instagram, influenciadores digitais tem um grande papel na manutenção dessas plataformas e sua maneira de se manterem ativas, trazendo anúncios e junto com isso dinheiro tanto para a plataforma quanto para si mesmos, gerando mudanças em padrões de consumo de todos os seguidores. Nesse sentido, ocorre uma relação direta entre o conteúdo assistido ou lido e a tendência a compra de um determinado produto ou serviço, que pode se tornar um problema, ao incentivar a obtenção de serviços fraudulentos e influênciar crianças e adolescentes ao consumismo.

A princípio, a criação e divulgação de produtos e serviços falsos pela internet se vê em constante ascensão e pouco combatida. Em concordância a isso temos o caso do “Youtuber” “Amazing Maker” que falsificou um vídeo de um “celular voador”, e em sua descrição coloca as supostas peças necessárias para a construção do dispositivo, mas que ao serem compradas, se revelam incapazes do feito, e apesar disso foram adquiridas por diversas pessoas. Portanto fica evidente a capacidade de influenciadores digitais levarem seus seguidores a serem enganados, trazendo divulgações de fraudes e ganhando em cima da perda de outros, e demonstrando a necessidade de mudanças nesse cenário.

Em conjunto a isso, com a popularização das redes sociais, ocorreu o aumento de propagandas direcionadas a um público infantil e adolescente. Em vista disso, pode-se observar o caso do influenciador “Luccas Neto” que traz um conteúdo voltado a crianças e divulga seus produtos de forma aberta em todos seus videos, trazendo a visão de necessidade de se obter o produto, intensificando o consumismo para seus seguidores. Ademais, esse quadro tende a se agravar quanto mais tempo se passa, levando a criação de uma mentalidade voltada para a satisfação atráves do consumo, ou até mesmo o sentimento de obrigatoriedade de se ter uma mercadoria para pertencimento ao grupo social do indíviduo. A partir disso se torna clara a necessidade de uma mudança na forma de combater o consumismo em jovens gerado pela internet no Brasil.

Por fim, é inegável a influência que redes sociais e seus influenciadores trazem a vida de toda a população que os segue, trazendo a tona a realidade por trás de plataformas como Youtube e Instagram, que mudam até mesmo os padrões e decisões de consumo. Logo, cabe a empresas que fornecem redes sociais, como Facebook e Twitter, punir influenciadores digitais que fizerem propagandas de fraudes, buscando reduzir o número de pessoas que perdem dinheiro com golpes e produtos falsos. Em conjunto a isso, escolas devem trazer aulas de conscientização para crianças, mostrando que não há necessidade de comprar produtos oferecidos por “Youtubers”  para fazer parte da sociedade, buscando reduzir a criação de uma mentalidade consumista na infância e adolescência.