Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Nos últimos anos, é perceptível um aumento no interesse das empresas em modernizar suas propagandas e se inserirem no mercado digital a fim de atingir um maior público comprador. Uma maneira interessante que essas corporações encontraram de se conectar com o consumidor é por meio do patrocínio de influenciadores digitais, que são amplamente acompanhados pelo público infantil e jovem em diversas redes sociais.
Esses influenciadores digitais, como o próprio termo já dá a entender, influenciam diretamente nos costumes, modo de se vestir e práticas de lazer de seus seguidores e fãs, muitas vezes até tendo influência na decisão de compra do seu público mais engajado. Esse comportamento torna os seguidores um alvo fácil para a captura de novos clientes para uma certa empresa a partir de uma ponte realizada pelos “influencers”. Marcas de roupas, maquiagens, jogos e alimentos são as mais comumente vistas anunciando por meio dessa estratégia.
Uma problemática muito grande em volta desse assunto é a inocência do público-alvo em relação aos anúncios publicados por essas “celebridades” das redes sociais, muitos seguidores acabam acreditando fielmente que aquela proposta é vantajosa para sua vida e acabam entrando em uma emboscada. Um exemplo é a plataforma de trading “Binomo” que vem anunciando em diversas páginas de influenciadores digitais, como Natacha Fanganiello, mais conhecida como Nahzinhaa, que faz transmissões ao vivo na plataforma “Twitch” e soma mais de 200 mil seguidores. Porém, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que analisou dados de operações realizadas entre 2013 e 2018, concluiu que mais de 99% dos day traders no Brasil têm prejuízo, ou seja, um anúncio como esse pode colocar a estabilidade financeira da pessoa influenciada em risco.
Torna-se evidente, portanto, que algumas propagandas proliferadas nas redes sociais por meio de influenciadores digitais podem ser prejudiciais à vida do público atingido. Logo é de suma importância que o Ministério das Comunicações crie uma política de alerta, podendo ser essa dentro mesmo das redes sociais, a fim de educar e propagar um maior conhecimento para a população sobre os perigos das ilusões propagadas em anúncios na internet.