Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

“O homem nasceu livre e por toda a parte vive acorrentado” a afirmação, criada por Jean Rousseau, infelizmente não se mostra distante da realidade e é notório que o poder dos influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo da população tem como origem central a estratégia de marketing de grandes impresas. Esse panorama lamentável ocorre não só em razão da mídia, mas também da manipulação. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.

Nessa mesma linha de raciocínio, a mídia, provoca diretamente no domínio dos influenciadores digitais sob a sociedade. Isso acontece pois a imprensa mantém controle do imaginário coletivo das pessoas por meio de objetos alienadores, como a superficialidade, invisibilidade de algumas minorias e através da manipulação. Dados da Comscore apontam que o Brasil é o país mais influenciado por conteúdos das mídias sociais, tendo 97% de alcance da sua população.

Além disso, a manipulação também é outro fator que apenas cristaliza o poder de persuasão desses indivíduos digitais. Essa situação surge, pois as empresas de comunicação com perspectivas interesseiras e  finalidades mercadológicas, visam gerar lucro em cima do público consumidor, e por meio dos influenciadores digitais, manipulam os consumidores através do estilo de vida, da alimentação, da moda, entre outros. Uma pesquisa feita pelo IBOPE inteligência, mostrou que 50% dos internautas brasileiros têm o custume de comprar algo pela indicação de influenciadores.

Portanto, torna-se evidente que os influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo, surgem apartir das estratégias de marketing de grande empresas. Nesse sentido, cabe à Receita Federal a fiscalização dos conteúdos postados nas plataformas onlines, e nas redes sociais, para que desta forma as pessoas fiquem alertas sobre a manipulação da mídia.