Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

No artigo 23 da Constituição Federal garante meios de acesso à tecnologia, pesquisa e informação verídica. No entanto, tal direito não é assegurado corretamente na realidade brasileira, haja vista que no mundo tecnológico, a presença de influenciadores digitais obtendo certo impacto na industria e economia mundial induzindo a população à compras, vem gerado severas consequencias. Dessa forma, entende-se que a importância da indicação de produtos e elementos confiáveis, bem como a falta de apoio e atenção do Estado à temáticas do mundo digital, como a notícias caluniosas apresentam-se como entraves para as decisões de consumo da população do século XXI.

Em primeiro plano, é necessário ressaltar que  os próprios “influencers” não têm certa consciência à tamanha responsabilidade que obtém ao indicar/influenciar na compra de certo produto, ou até mesmo opinião sobre questões sociais. A esse respeito, em meados dos anos 30, no período da Era Vargas, existia o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) que obtia a função de transmitir notícias e informações favoráveis sobre o governo de Getúlio,  sensurando críticas e pontos negativos, e mantendo a sociedade privada de reais informações, e assim tornando a população com informações manipuladas. Nesse viés, similar a esses tempos, na contemporaneidade como existe uma grande massa de pessoas na internet, existem tipos de trabalhadores, influenciadores com caráter e os mal intencionados e sem perspectiva do poder da influencia.

Ademais, outro fator é responsável pelos impactos nas decisões da população: a falta de apoio do Estado à notícias caluniosas. Segundo o filósofo Albert Einstein, o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia. Nesse sentido, nota-se que a tenologia têm influenciado na vida das pessoas de forma inigualável, em todos os âmbitos. A presença de fake news, migrando dos próprios influenciadores, é uma problemática silenciada pelas autoridades, visto que cada vez mais no mundo midiático notícias falsas se expalham em questão de segundos. São pautas que os responsáveis não tomam como um assunto de certa relevância. Dessa forma, é necessário que medidas sejam tomadas para garantir um mundo com notícias verdadeiras, e influenciadores conscientes de seu poder.

Fica evidente, portanto, que a falta de conscientização dos influencers a tamanha ascendência que são responsáveis, tanto quanto a importância de indicar produtos e elementos confiáveis são temáticas a se analilsar. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Educação, junto as mídias sociais produzir propagandas explicativas de fácil entendimento, mencionando à sociedade sobre a quantidade de influenciadores reproduzindo propagandas não verídicas, a fim de alertar sobre fake News e cidadãos sem caráter. Dessa forma, a sociedade verá o direito garantido pela Constituição como uma realidade.