Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
O nazismo, movimento político iniciado por Adolph Hitler, é um famoso exemplo de uso das mídias como intrumento de manipulação populacional, uma vez que as imagens de patriotismo e primor de Hitler foram capazes de influenciar a massa alemã. Semelhantemente, no Brasil atual, as mídias têm forte influência sobre a população, e cargos como o de “influencer” se popularizaram pelo seu impacto nas decisões de consumo, seja por conta do sentimento de imetiatismo inerente na sociedade, seja pelo aumento do uso das redes sociais na pandemia da Covid-19. Assim, esse cenário necessita de maior atenção por parte das autoridades.
Em primeiro plano, vale destacar o imediatismo brasileiro como motivação para o mercado de influ-enciadores digitais. A partir da Revolução Tecno-Científica de 1950, tecnologias como a internet foram capazes de otimizar tempo e esforço na manutenção das relações interpessoais. Em contrapartida, com a rapidez e facilidade de acesso a informações, o sentimento de imediatismo passou a operar na sociedade. Tal instantaniedade é crucial para o trabalho dos influenciadores, que anunciam produtos e serviços através de uma foto ou um rápido “story”, sendo assim a perfeita ponte entre empresa e consumidor. Prova disso são as “publis”, anúncios curtos feitos por influenciadores, que aumentam as vendas de produtos e provam que o poder de “influencers” poderia ser bem aproveitado pelo governo.
Além disso, a pandemia do novo coronavírus aumentou o uso das redes sociais, e, consequente-mente, da atuação de influenciadores. Por conta do isolamento social, medida de proteção contra a pro-pagação da Covid-19, a população passou a usar as mídias digitais como modo de manter as relações interpessoais. Desse modo, a exposição a conteúdos de “influencers”, que trabalham com a internet, aumentou drasticamente, colaborando também para o aumento de vendas de empresas que operam com o público virtual. Para ratificar, basta analisar o sucesso de empreendimentos que se iniciaram na pandemia e contaram com o apoio da influência digital, como é mostrado em reportagem do G1. Logo, é visível que os influenciadores têm papel importante nas decisões de consumo em meio à pandemia.
Portanto, percebe-se que o imediatismo e a pandemia da Covid-19 são cofatores para o sucesso de “influencers” no Brasil. Desse modo, o Governo Federal, em parceria com o Ministério das Comunicações, deve investir na criação de propagandas com a presença de influenciadores por meio de contratos com estes. Tais propagandas, veiculadas em mídias digitais, auxiliariam na promoção de iniciativas governamentais que necessitam de apoio populacional, visto que os “influencers” trariam visibilidade para pautas importantes. Com tal medida, o Brasil se tornaria exemplo do uso benéfico das mídias, diferentemente do cenário nazista.