Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
De acordo com o termo “Industria Cultural”, criado pelos sociólogos Thodor Adorno e Max Horkheimer, trata os espectadores como massa, anulando a sua individualidade utilizando-se dos canais de comunicação e dos programas oferecidos para passar a ideologia dominante adiante e manter as pessoas crentes naquela ideologia. De maneira análoga, hodiernamente, os influenciadores digitais têm impactado constantemente nas decisões de consumo da população, positivamente e negativamente, gerando pessoas monopolizadas. Dessa modo, é necessária uma análise do papel da Mídia e do Estado nessa temática.
Nesse viés, é importante destacar o impacto das redes socias nas decisões interpessoais dos cidadãos, com isso, muitas marcas comercializáveis recorrem aos influenciadores para ampliar a compra dos produtos, gerando a manipulação. Ademais, , de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, os fatos sociais são conjuntos de hábitos praticados pelas pessoas, por meio de suas ações, que permitem a identificação de uma consciência coletiva, a qual influência as ações dos indivíduos de alguma maneira. Sob tal ótica, é notório o retrato da sociedade atual no pensamento citado, pelo consumo desenfreado e a fidelidade à pessoas pagas para promover a mercadoria. Visto isso, torna-se fundamental um olhar de enfrentamento a esse entrave.
Nessa perspectiva, ressalta-se também a conectividade das pessoas com a internet e como os produtos beneficiaram-se consequentemente, bem como, com a sociedade induzida para o uso da mercadoria criou-se a padronização, ocasionando a instabilidade no mercado financeiro com o desuso de outros produtos e até o colapso nas empresas. Diante disso, o instituto de pesquisa, “Qualibest”, fez um estudo no qual demonstra que 49% dos entrevistados afirmaram que ja consumiram um produto ou serviço porque foram influenciados digitalmente, dessa forma, comprovando o pensamento da dominação de escolhas, porém, não há fiscalizações para apenas ter-se divulgações com mercadorias confiáveis. Dessa maneira, faz-se fundamental a reformulação da postura estatal quanto a essa óbice.
Urge, portanto, que medidas eficazes sejam criadas. Logo, o Poder Judiciário em parceria com a Sociedade Midiática deve implementar fiscalizações quanto aos usuários da internet e os produtos divulgados a procura de qualquer irregulamentação e mercadorias enganosos para a garantia de compras seguras. Além disso, promover propagandas evidenciando a vulnerabilidade da população, apresentando exemplos de influências negativas de personalidades digitais relacionadas ao consumo para ter-se maior atenção na compra. Assim, auxiliando as pessoas em seguras decisões nas redes sociais.