Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Ao escrever o poema “Eu, etiqueta”, o poeta brasileiro Carlos Drummond de Andrade retrata a perda e transformação da sua identidade humana em mercadoria, pelas grandes empresas. De maneira análoga, podemos observar a reprodução desse comportamento na sociedade atual, a qual influenciadores digitais têm impactanto nas decisões no consumo de bens, gerando assim um consumismo desnecessário e também a manipulação de muitos jovens. Deste modo, é imprescindível que haja um debate sobre os efeitos que essa nova onda tem causado na atualidade.
Em primeiro lugar, é oportuno mencionar que o consumismo desnecessário é algo que deve ser combatido imediatamente, pois afeta diretamente o meio-ambiente e indiretamente o ser humano.Sob esse viés, é valido mencionar que de acordo com uma pesquisa do o IBGE (instituto brasileiro de geografia e estatística) de 2020, mais de 30% dos brasileiros compraram algo que não precisavam durante a pandemia, fato decorrente de serem influenciados por criadores de conteúdo, que atualmente estão em todas as plataformas de redes sociais. Com efeito, muitas pessoas relatam que logo após a compra, se arrependeram, pois realmente não havia real necessidade. Com isso, comprova efetivamente que os “digital influencers” estão agindo sobre nossa vida pessoal.
Além disso, é preciso apontar que a manipulação da população jovem é uma coisa inadmissível, pois a maioria dos adolecentes não possuêm capacidade crítica de distinguir manipulação e propaganda. Sob esse fato, é útil citar um fato que ocorre na plataforma “Youtube”, na qual há inúmeros criadores de conteúdo para crianças, estes aproveitam o seu grande alcance entre os jovens para pedir nos vídeos que o telespectador peça para o seu responsável comprar coisas da sua marca, promovendo a manipulação. Este fato é demonstrado nas escolas, na qual a pessoa que não tiver o brinquedo ou o produto de tal “youtuber” vira chacota entre os colegas. Logo, é necessário que haja um controle o sob o que pode ser ou não exibido para o público jovem.
Destarte, para combater esta triste realidade, infere-se que os donos das redes sociais diminuiam a quantidade de propagandas nos seus aplicativos, por meio de incentivos à criadores de conteúdo, para que não haja tanta necessidade de fazer anúncios nos seus perfis. Além disso, cabe aos pais controlarem o que os filhos assistem na intenet, através de momentos em famílias onde os responsáveis procuram saber qual o tipo de conteúdo favorito consumido pelos jovens. Desse modo, a sociedade fica longe da “coisa, coisamente” descrita no poema de Drummond.