Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A “Indústria Cultural”, conceito desenvolvido na Escola de Frankfurt pelos filósofos Adorno e Horkheimer, retrata a difusão de cultura em massa com finalidade econômica que manipula a sociedade de consumo. Tendo em vista isso, a realidade dos ”influencers” digitais no mundo consumista não se distingue da indústria de cultura, na qual a propagação de conteúdo em massa, além do poder de influência sob a mídia são bastante recorrentes. Com isso, tais influenciadores provocam entraves preocupantes na sociedade, como o consumismo exacerbado e, consequentemente, danos no meio ambiente.
A princípio, é oportuno discutir o poder dos influenciadores para o consumismo compulsivo dos indivíduos. Karl Marx, sociólogo prussiano, o “fetichismo de mercadoria”, condiz o ato da compra é realizada não por necessidade real, mas por uma felicidade fantasiosa e passageira. Nesse sentido, é nítido arrematar os influenciadores como papel influente nas decisões de compra, uma vez que a redes sociais dispõe de produtos variados. Com isso, a situação brasileira assemelha a máxima de Marx tornando-se relevante a discussão da vulnerabilidade desses consumidores digitais.
Paralelamente, convém salientar os efeitos negativos desse hiperconsumo ao meio ambiente gerado pela parte influenciadora. De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal brasileira, é direito de todos ter o meio ambiente ecologicamente equilibrado. Contudo, a própria sociedade colabora no cenário de poluição, e os influenciadores digitais mostram-se despreocupados quanto à importância ambiental em seus perfis, sendo vetores da produção de lixo. Nesse sentido, o impacto nocivo dos produtores de conteúdo digital suscita análises imperiosas ao que tange a norma constitucional da Carta Magna.
Portanto, faz-se mister que a mídia nos canais de TV, junto às agências de publicidade, realizem campanhas informativas e reflexivas sobre a transparência nociva – embora existam positivas – dos “influencers” das redes sociais, a fim de atenuar a conscientização necessária a respeito de seus malefícios comportamentais na sociedade de consumo. Dessa forma, a manipulação atenuada aos influenciadores da cultura digital distanciam a noção da indústria cultural.