Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A Indústria Cultural é um conceito criado por Adorno e Horkheimer, cuja finalidade é o lucro financeiro, no qual, à partir do uso da cultura, se aliena o espectador, manipulando-o ao consumismo da indústria. Esse conceito pode ser evidenciado beneficamente na ascenção dos influenciadores digitais, sendo esses os peões para a divulgação de mercadorias, na cultura da globalizada das redes sociais. Desta forma, é percetível a abertura de brechas para o crescimento de pequenos empreendedores, assim como a propagação de ideais comuns ao âmbito social brasileiro.

Em primeiro lugar, é notável a oportunidade disponibilizada para trabalhadores autônomos. Através da acessível interação humana dos influenciadores digitais, se comparados às grandes marcas que dominam a indústria, pode se gerar uma grande oportunidade de anúncios e propagandas que auxiliam o crescimento de pequenos empreendedores que, segundo o IBGE, em 2019, correspondem a cerca de mais de 10% da população.

Ademais, é evidente a “comercialização de ideais”, como o movimento “Fique em Casa”, que se espalhou através de posts, stories de hashtags no Instagram e Facebook durante a pandemia da Covid-19, visando espalhar uma mensagem positiva e de alerta, utilizando-se da influência dos usuários das redes sociais.

Portanto, cabe à Secretaria Especial da Cultura, assim como ao Ministério da Cidadania, abrirem espaços, em escala nacional, para influenciadores digitais, assim como ampliar o incentivo às propagandas de trabalhadores autônomos, ambos em horário nobre da rede televisiva, com o intuíto de utilizar do fenômeno das redes sociais como uma ferramenta para atingir o tão desejado “Ordem e Progresso”.