Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Estadista e líder militar francês, Napoleão Bonaparte, afirmou que “a multidão procura o líder não por sua causa, mas por sua influência; e o líder vai recebe-los por vaidade ou necessidade”. Nesse contexto, destaca-se o impacto causado no consumo por conta dos influenciadores digitais. Posto isso, é notável a responsabilidade de contribuir intensamente no comportamento e na opinião de outras pessoas, além dos interesses ocultos da formação de audiência e da exposição de propagandas e ideias .
Primeiramente, urge analisar o peso e as consequências de ser considerado influenciador. Nesse âmbito, nota-se que a importância de exercer impacto no público é muito significativo e deveria ser baseado principalmente em autoridade e relevância. Porém, a realidade revela que muitas dessas referências difundem sua opinião e recomendações sem ter o embasamento necessário. Uma pesquisa realizada pelo instituto QualiBest, relatou que oa influenciadores se encontram como segunda fonte para tomada de decisão. Portanto, deveriam se apresentar de maneira coerente e coesa, pois a falta de responsabilidade representa uma causa da atual da desinformação, das práticas de consumo exacerbado e da disseminação de ideias e acontecimentos que não condizem com a realidade.
Em segunda análise, destaca-se a formação de influência e os interesses ocultos relacionados ao surgimento de ‘autoridades’. Evidenciando o supracitado, há o livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas” de Dale Carnegie, que revela as principais características de como determinadas pessoas são consideradas referências. Dentre elas, majoriatariamente se referem a formação de uma relação interpessoal com a audiência e sua utilização para benefício próprio. Considera-se também, a dificuldade de tais práticas e sua grande eficiência, principalmente pelo dado do blog “Fora de Série”, que exprimiu que cerca de 56% das marcas utilizam os mesmos influenciadores em diferentes propagandas e campanhas. Torna-se claro a eficiência e o poder que as relações citadas acima possuem. É factual, portanto, que a criação de conteúdos e a atração de cada vez mais pessoas para o público representa uma das principais estratégias de vendas e consumo, principalmente pelo êxito que as propagandas apresentadas por celebridades e referências digitais apresentam.
Assim, faz-se pertinente o debate sobre o quanto essas questões são saudáveis e benéficas para a população em geral. Dessa forma, é necessário o incentivo por parte do Poder Público ao desenvolvimento de um senso crítico mais aguçado e a regulamentação de determinadas campanhas apresentadas por influenciadores a públicos mais vulneráveis, afim de garantir a livre iniciativa das pessoas e o controle do consumo exacerbado, respecitivamente. Com isso, os líderes - descritos por Napoleão - passam a influênciar e liderar com coerência e um próposito saudável.