Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

Steves Jobs, afirmou que a tecnologia move o mundo. Evidentemente, a célebre frase do fundador da Apple faz jus à realidade do século 21, aonde o mundo cada fez mais capitalista depende da tecnologia, especificamente, dos influenciadores digitais para ter propagandas e, consequentemente, vendas. Entretanto, essa prática não tem sido de todo benéfica, pois pode formentar hábitos danosos a saúde do seguidores, além de instiga o consumismo desenfreado. Dessa forma, é vital analisar os fatores prejudiciais dessa prática.

Nesse viés, é basilar entender, primeiramente, o que são esses profissionais digitais e as consequências de seus atos. Digital influencers são pessoas relevantes em um ou mais canais da internet, possuindo alto alcance, relevância e ressonância. Com isso, é notável a responsabilidade que devem ter nas suas divulgações, mas indubitavelmente alguns são irresponsáveis, propagando informações maléficas para o consumidor, por não ter qualificação científica para falar determinados hábitos, como o caso de influencer Mayra Cardi, em que divulgou o seu jejum de 7 dias consumindo apenas água. Dessa forma, é notório como a influência deles pode gerar até mesmo problemas de sáude, se não controlada.

Outrossim, é necessário discorrer também sobre o papel desses profissionais tecnológicos no consumo descontrolado. O escritor Augusto Cury, declarou “Vivemos numa sociedade consumista, numa sociedade de desejos, e não de projetos existenciais”. Sob essa linha de raciocínio, é explícito que, a atual sociedade do século 21, é altamente materialista e procura felicidade através aquisição de mercadorias. E é desse contexto aonde é inserido o papel do influenciador para à manutenção dessa problemática. Cotidianamente,  por meio dos inúmeros anúncios nos perfies dessas pessoas há uma falsa ilusão de que o produto divulgado trará felicidade, gerando irresponsabilidade financeira e, muitas vezes, quebra de expectativa por aquilo não ser as “mil maravilhas’’, fazendo o consumidor ir atrás de outros bens para suprimir essa vontade de consumir.

Portanto, é indispensável à adoção de medidas para a resolução do problema. Para isso, o sistema Legislativo deve monitorar os grandes influenciadores do Brasil, por meio da criação de um órgão responsável, exclusivamente, por acompanhar as mídias sociais, a partir da criação desse, funcionários qualificados irão acompanhar os influencers, a fim de diminuir a propagação de hábitos maléficos. Além disso, o Governo Federal deve enfatizar as responsabilidades carregados por esses profissionais com palestras desses com sociólogos, psicólogos e economistas, com o fito de ajudar a propagar informações boas para os seguidores. Com isso, os influenciadores serão canais de aprendizados.