Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

A obra cinematográfica “A rede social" retrata a história da criação do Facebook e como uma ideia inovadora pode impactar no mundo, sempre com o auxílio da tecnologia. De maneira análoga à questão fictícia, verifica-se a necessidade de um olhar mais atento para os influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo, visto que os problemas atuais não se diferenciam da película. Assim, vale pontuar, especialmente, fatores como o forte despreparo educacional e, ainda, o aumento de problemas psicológicos como promotores desse entrave pelo país .

Em primeiro plano, é válido reconhecer o desprezo com uma nota curricular brasileira como uma causa direta de tal panorama. Nessa perspectiva, o renomado sociólogo Durkheim constatou que o processo educativo poderia beneficiar imensamente a sociedade, quanto maior para a sua essência. No entanto, avalia-se que os influenciadores digitais não dispõem de uma capacitação adequada para propagar um conteúdo de forma responsável nas redes sociais, sem antes estarem cientes de que as publicações podem impactar milhares de seguidores que se sentem representados por eles. Dessa forma, a coletividade seguir os preceitos da inclusão digital, que busca inserir o cidadão por meio do aprendizado, oferecendo-lhes as necessidades necessárias para manipular a tecnologia de acesso à informação.

Em segundo plano, cabe citar os danos à saúde mental como consequência direta desse impasse no Brasil. Nesse âmbito, é imprescindível citar que na mitologia grega, o “Mito de Procusto” expõe o quanto essa forma de padronização da beleza pode ser um processo doloroso, se assemelhando às formas atuais de se conseguir um corpo ideal. Nesse viés, a indústria do consumo juntamente com a mídia são as principais responsáveis ​​por sustentar um padrão de beleza supressor. Contudo, é necessária uma intervenção nas meios de comunicação, uma vez que um dos efeitos dessa problemática é o desenvolvimento de transtornos mentais em pessoas que foram influenciadas a acreditar ter um defeito físico.

Portanto, é necessário que providências sejam tomadas para atenuar a questão sobre o impacto que os influenciadores digitais causam na rede de consumo. Logo, instar ao Ministério da Educação, em parceria com a Mídia, realizar campanhas publicitárias em todos os canais de informações, a fim de alertar a população sobre os benefícios da capacitação de influenciadores para atuarem nas redes sociais. Somado a isso, cabe ao Poder Legislativo criar leis mais severas para punir os veículos de comunicação que pregam uma cultura enraizada do corpo padrão, com o intuito de diminuir a reincidência de processos desnecessários de estética.