Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

No documentário “Dilema das redes”, pode-se observar como os influenciadores digitais estão presentes no cotidiano de milhares de pessoas. Evidentemente, o contexto cinematográfico não se distância da realidade brasileira, pois, assim como na obra, a rotina da grande parcela da sociedade é guiada pelos “mentores digitais”. Assim, é nítido o “poder” negativo causado pelos influenciadores nas relações de consumo e como a liberdade pode ser restringida pela influência e pressão da sociedade virtual. Dessa forma, é imprescindível analisar os fatores que favorecem a manutenção dessa problemática.

A princípio, nota-se como o corpo social é facilmente manipulado pelos meios digitais,utilizados como forma principal de trabalhos dos jovens influenciadores. Nesse viés, é de extrema importância a necessidade de se compreender a obra “vidas desperdiçadas”, do estimado sociólogo Zygmunt Bauman, que analisa a sociedade atual dentro de um contexto em que a todo momento é preciso consumir para fazer parte do corpo social hodierno e, para isso, não pode haver falhas, ou seja, é preciso estar sempre consumindo. Logo, é crucial reconhecer o jogo criado pela massa social e como não se encaixar nas qualificações para tal ofício pode ser motivo de exclusão.

Além disso, é preciso compreender as ações negativas causadas nos jovens influenciavies da sociedade por parte das mídias digitais e seus influenciadores. Para isso, é válido examinar o “ostracismo”, uma forma de punição criada na Grécia Antiga para aqueles que atentassem contra a liberdade pública do povo. Logo, é óbvia a relação existente entre a Grécia e o Brasil, por exemplo, ao tratar do impedimento e bloqueio da liberdade por meio dos influenciadores, que estão sempre ditando e guiando a população para certo princípios e ideias específicos (assim como ocorria na população ateniense e era punido).

Portanto, a grande influência dos meios digitais podem ocaionar feitos positivos, mas na maior parte é a chave para manipulação e engajamentos pessoais. Posto isso, cabe ao Ministério da educação (MEC), por meio de uma parceria com as mídias engajadas( para o compartilhamento da informação), a criação de campanhas e atividades nas escolas, universidades e aplicativos sobre como as influenciadores podem ocasionar certa vulnerabilidade entre os jovens deslumbrados e sem informções suficientes sobre a veracidade do que se é mostrado pelas redes, proporcionando uma maior atenção, por parte, principalmente, dos jovens brasileiros na hora de  se deixar influenciar por meio desse novo veículo social. Com essa e outras medidas, a sociedade será , de fato, mais protegida de informações enganosas.