Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
A série “Black Mirror” retrata a vida de uma sociedade de influenciadores e onde tudo depende de uma boa pontuação online. Tal cenário fictício representa a realidade vivida, em que influenciadores mostram suas vidas “perfeitas” e fazem propagandas de diversas marcas, sem se preocuparem com as consequências. Nesse contexto, os impactos de uma sociedade capitalista em que o bem material e as aparências são mais importantes que o bem estar, é um grande obstáculo para mitigar tais entraves.
Primordialmente, a falta de informação sobre a realidade dos influenciadores acarreta em problemas mentais principalmente em jovens. Sendo assim, a vida que os “influencers” financiado pelo marketing, em que estas pessoas são pagas para mostrarem apenas a parte boa da vida e não seus desafio e dificuldades do dia a dia. Logo, dessa vida sem defeitos, denominada “Síndrome da vida perfeita” que milhares de pessoas são influenciados a não gostarem de suas vidas e como reflexo os problemas mentais recorrentes. Bem como, as redes sociais são cheias de filtros a vida se tornou um filtro em que só o melhor é mostrado em sociedade.
Outrossim, no que tange a influência do consumismo exacerbado vivido hoje no mundo é explícito as consequências futuras. Além disso, as pessoas são influenciadas pelas próprias redes sociais a seguirem marcas ou a escolherem produtos, e assim, é necessário que seja filtrado e imposto limites para estas empresas. Sendo assim, com os governos e as principais empresas de marketing se aproveitando de uma sociedade capitalista caótica e sem uma rápida intervenção dos principais órgãos internacionais e ajuda da população, até 2080, como prevê cientistas e mostra o site G1, estaremos reféns da falta de recursos naturais e de constantes catástrofes. Assim, o homem como já previsto será capaz de destruir seu próprio habitat em troca da ganância.
Portanto, para que se reconstrua uma sociedade saudável, sem a busca da vida perfeita é necessário a intervenção do Estado. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação em parceria com empresas, a promover aulas a ajudarem os jovens a se desconectarem dos aparelhos celulares, através de esporte ou atividades interdisciplinares e a perceberem quando estão sendo influenciados por marcas ou empresas, para comprarem algo que estes não estão precisando e os perigos dessas situações. Além disso, é papel do Governo Federal alertar sobre o consumismo e a era dos influencers, já que estes trazem tantas consequências para o bem estar da sociedade.