Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

O filósofo Platão utilizou dos elementos bronze, prata e ouro, de acordo com sua preciosidade, para qualificar a alma dos cidadãos da Grécia e sua atuação na sociedade. Hodiernamente, os novos conceitos classificatórios usuais, centrados na influência digital, são medidos em números de curtidas e baseiam os meios capitalistas de consumo, mediante a validação concedida por certos produtos e a camuflagem dos filtros. Dessa forma, faz-se salutar remediar o óbice para o bem-estar da nação brasileira.

Nesse viés, surge o status proveniente do uso de mercadorias anunciadas pelos influenciadores cibernéticos. Consoante a isso, o economista Thorstein Veblein concebeu a teoria do “Consumo Conspícuo”, a qual expressa a significação social de determinados bens e o poder de legitimação adquirido por intermédio do seu acesso. Esse conceito é utilizado no marketing envolvendo celebridades das redes e é prepoderante na determinação de padrões comportamentais. Por isso, a responsabilidade inerente a esse tipo de propaganda deve ser considerada.

Simultaneamente, vale ressaltar a utilização dos disfarces virtuais e os perigos decorrentes dessa prática. No ano de 2020, o enredo apresentado pela escola de samba São Clemente foi “O Conto do Vigário”, no qual tratou sobre a enganação, a malandragem e, especialmente, a desilusão proporcionada pelos filtros do instragram e de outros aplicativos, considerando-os fantasias da beleza. A partir dessa realidade, as diferenças são minadas e o preconceito proliferado, desencadeando insatisfações e doenças mentais. Nesse contexto, torna-se imprescindível o incentivo ao respeito à diversidade no intuito de alcançar uma nação harmoniosa.

Urge, portanto, a celeuma referente às consequências da influência digital  para os padrões de consumo e ao conforto da população do Brasil. Para isso, cabe ao Governo Federal e aos órgãos privados o incentivo a expressões midiáticas estimuladoras da criticidade dos cidadãos, por meio da destinação de recursos financeiros para  interpretação dos enredos no carnaval do Rio de Janeiro e São Paulo, vide a forte exposição desse evento, com o fito de alertar, de forma criativa e consistente,  quanto à manipulação presente nas redes sociais e à importânca da pluralidade para um país regido por múltiplas culturas. Sendo assim, será assegurada a proteção dos indivíduos enquanto consumidores e usuários da internet.