Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Com o fim da Guerra Fria, o assunto “Globalização” começou a ser amplamente discutido nas esferas globais. Com isso, novas ferramentas, como a Internet, foram surgindo e dando vida à esse fenômeno mundial. No entanto, apesar de beneficamente a Internet pomover novas profissões, como os influenciadores digitais, por outro lado, a má influência desses profissionais na decisão de vulneráveis, como crianças e adolescentes, traz sérios prejuízos à sociedade. Além disso, o não monitoramento das redes sociais, tal como a disseminação frequente das “fake news” em relação à confiabilidade dos produtos anunciados pelos “influencers”, poderão implicar na perda do controle financeiro de famílias brasileiras. É preciso, assim, que a sociedade e o governo se posicionem quanto à questão.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar que a má influência por parte dos influenciadores digitais, comprometem seriamente no desenvolvimento físico e mental dos jovens. O caso da influenciadora Mayra Cardi, é um exemplo de como pessoas de grande influência afetam na vida de muitas outras. No caso apontado, a mesma faz uso de suas redes sociais para, segundo ela, “mostrar sua rotina de jejum intermitentes”, onde ela ficava dias sem comer, porém, acompanhada de profissionais da saúde. O problema ocorreu quando adolescentes infelizes com o próprio corpo, começaram a praticar, sem supervisão médica, esse tal jejum praticado pela influenciadora, causando sofrimentos mentais e físicos àqueles que reproduziram essa ação sem os devidos cuidados. Portanto, deve-se haver uma supervisão, em relação aos influenciadores digitais, sobre os possíveis assuntos que poderão ser interpretados de forma negativa nas decisões dos jovens e sobre tais cenários consumidos por eles.
Ademais, é fundamental apontar que a disseminação de “fake news” por meio de falsos anúncios de influenciadores, comprometem na vida de milhões de famílias vítimas de golpes como esses. Segundo Katarina Tomasevski, relatora especial da ONU, “A educação é a chave para abrir outros direitos humanos”, portanto, para haver uma significativa melhora nos índices de vítimas de golpes por “fake news”, deve-se haver uma boa educação, a fim cessar problemas como esse.
Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, objetivando a melhoria do impacto negativo dos inflenciadores digitais na decisão pessoal de cada indivíduo influenciado por tais, especialistas selecionados pelo Governo Federal devem supervisionar o emprego das redes sociais pelos influenciadores, por meio de campanhas e multas à essas pessoas que não cumprirem. Além disso, professores qualificados devem ser selecionados pelo MEC para trabalharem no combate contra vítimas de “fake news”, por meio de uma boa educação efetiva nas escolas, a fim de diminuir a propagação de “fake news”. Espera-se, assim, que o Brasil seja um país mais justo e democrático.