Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
É evidente que os influenciadores digitais impactam de forma negativa a sociedade brasileira de consumo e acabam por impedir que seja vivido o que é retratado no livro Utopia, de Thomas More: um corpo social padronizado pela ausência de conflitos e problemas. Com isso, é necessário refletir sobre o valor da liberdade e a necessidade crescente de saber utilizá-la de forma produtiva no Brasil
Deve-se ressaltar que a mídia pode ser utilizada de forma positiva ou negativa, por isso é preciso analisar criticamente as informações. Durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo, de modo a censurar as críticas. Assim, a população era privada de saber de todas as informações, uma vez que era manipulada. Atualmente, é possível comunicar informações com liberdade, mas os brasileiros mostram-se ingênuos
Não se pode esquecer também que a alienação torna fácil a manipulação dos indivíduos. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler possuía um discurso poderoso que ressaltava a raça ariana; com linguagem incisiva ele arrastou multidões em favor do nazismo, mas os alemães que não imaginavam as atrocidades que eram realizadas.
Logo, medidas precisam ser tomadas para resolver o impasse. O Ministério da Educação - por meio de uma parceria público-privada com as Mídias - deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo. Esses anúncios devem ser feitos durante intervalos comerciais a fim de conscientizar a população brasileira para provocar a reflexão sobre seus comportamentos, principalmente na internet. É fundamental também que o MEC ofereça programas de educação digital nas escolas para orientar os alunos a respeito do assunto.