Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/08/2021

O filme “modo avião”, de 2020, retrata uma influenciadora digital, que em um momento finge um namoro com a intensão de vender mais produtos, mentindo aos seus seguidores. Evidentemente o contexto fictício não se distancia da realidade, visto que são diversos os casos de falsas propagandas para promover algo. Dessa forma, é imprescindível analisar a irreal expectativa dada por essas pessoas e também os erros na escolha dos públicos que as propagandas são direcionadas, fatores que favorecem o consumismo.

A princípio, é importante analisar como as visões errôneas transmitidas pelos influenciadores digitais atuam diretamente como causa do problema. Consoante a isso, Gustave Le Bon, sociólogo, por meio do seu pensamento de “comportamento de manada”, expressa que o ser humano é contagiado pela multidão, como quando um internauta ao ver as aparentemente perfeitas condições de vida dos “blogueiros”, segue suas indicações sem perguntar a veracidade destas, como o caso da influenciadora Boca Rosa, que mentiu aos fãs ao dizer que emagreceu apenas com alimentos saudáveis, fazendo anúncio dos produtos os quais utilizava, porém ela havia feito lipoaspiração. Logo, é crucial reconhecer as complicações acerca dessas situações.

Outrossim, é válido ressaltar como a propaganda infantil é um fator preponderante para que o empecilho ocorra. Nesse viés, no volume 1 do mangá Sailor Moon, da autora Naoko Takeuchi, a Usagi, personagem principal, com 14 anos é influenciada junto de suas amigas por uma mulher a pagar para saber mais sobre seus futuros, no contexto mágico dos quadrinhos, as crianças acabam caindo em uma armadilha dos vilões, situação que pode ser facilmente ligada a realidade. Ao serem apresentadas tão cedo ao consumismo, por meio da internet e mídia, crianças sentem o desejo de comprar cada vez mais, podendo cair em golpes e fraudes. Dessa forma, é importante visar a necessidade de um melhor acompanhamento aos menores.

Portanto, são necessárias ações para atenuar o impasse. Para isso, cabe às mídias, juntamente do Ministério da Educação, promover maior ensino em relação ao consumismo e segurança na internet, nas escolas e nas redes sociais, por meio de campanhas e palestras ministradas por profissionais especializados no assunto, com intuíto de atingir as pessoas desde a idade mais tenra, a fim de garantir uma população conscientizada. Assim, a sociedade será, de fato, menos consumista e influenciável.