Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/08/2021
Foi durante a Revolução Industrial que a postura consumista tomou conta da sociedade, onde novos processos de produção aumentaram a capacidade de produção e de compra. Nessa linha de raciocínio, os influenciadores digitais, assim como os novos métodos de fabricação criados durante o século XVIII, servem como catalisadores para a sociedade consumista. Dessa forma, é preciso avaliar os prejuízos e benefícios gerados pelas propagandas feitas pelos agentes de confiabilidade online.
Em primeiro lugar, a necessidade de se adequar aos padrões impostos pela globalização, reforçados pelos influenciadores digitais, leva ao consumo de serviços ruins ou à violação de direitos constitucionais. Nessa perspectiva, o instagrammer Álvaro Xaro Neto fez propaganda, no dia 6 de agosto de 2020, para o Ifood, entretanto, o que muitos dos consumidores atraídos pela propaganda não sabem é a prática ilegal feita pela empresa de vanda casa e acabam por serem lesados em suas compras. Nesse sentido, é evidente e inadmissível a influência quase cega na massa consumidora, principalmente, quando ela causa prejuízos financeiros e constitucionais.
Em segundo lugar, a internet apesar de ter sido criada com objetivo de interligar laboratório de pesquisas hoje em dia ganhou inúmeras funções, sendo um deles a de ajudar no comércio. Com isso em mente, o marketing de influência é uma abordagem de marketing no qual consiste em praticar ações focadas em indivíduos que exerçam a persuasão e liderança sobre potenciais clientes de uma marca. Enfim, apesar de seu uso ser possivelmente perigoso é preciso reconhecer as facilidades que o uso de youtubers e instagrammers traz na hora de popularizar determinados produtos e como isso ajuda pequenos empreendedores a atingirem um maior alcance.
Em síntese, deixado esclarecido alguns dos pontos negativos e positivos do uso de influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo é inadiável e extremamente necessário a atuação do Ministério da Justiça na criação de uma regulamentação, por meio de portarias, para as propagandas feitas em vias digitais, com o objetivo de fazer o cliente ter acesso a todas as informações a respeito de um produto e impedir ele de ser lesado. Dessa maneira, os brasileiros poderão ter mais garantias ao comprarem produtos por persuasão de youtubers e instagrammers.