Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 08/09/2021
Com o advento das redes sociais, as formas de aquisição e venda de produtos e serviços, no sécXXI, tornaram-se mais flexíveis e práticas no meio online. Haja vista que os influenciadores digitais corroboram com o marketing do ítem de uma marca ou empresa que contrata sua imagem para persuasão do público. Entretanto, o reconhecimento e a liberdade proporcionados pelas plataformas devem ser utilizados com resposabilidade, afinal, seus seguidores buscam se igualar não só no uso de artefatos ou estilo de vida, mas também em opiniões e pensamentos.
Primeiramente, sabe-se que a internet é a principal via para promoção de produtos e serviços de uma companhia. Hodiernamente, as mídias sociais têm recebido maior foco pela ascensão dos digitais influencers - pessoas que possuem um efeito direto nas decisões da sociedade, sejam eles de moda, beleza ou até mesmo de alimentação. De acordo com o portal Metrópoles, em 2017, o Instagram contabilizou 12,9 milhões de posts de influenciadores patrocinados por marcas. Ou seja, com o aumento na flexibilidade do meio online como instrumento de trabalho, compra e venda, o influenciador consegue engajamento de maneira mais prática.
Outrossim, em sua obra “Ética”, Aristóteles defende a Eudêmia, que seria uma consciência gerida pela prudência e equilíbrio, sem carências ou excessos. Em analogia, no ambiente das redes sociais a criticidade é muito empregada como liberdade de expressão. Entretanto, sua aplicação não pode descartar o respeito e a integridade exigidos, pois a pluralidade de cada cidadão deve ser respeitada igualmente, conforme a Constituição Federal do Brasil de 1988. Dito isso, denota-se que, principalmente na internet, o que se diz, prega e escreve deve ser pensando conscientemente para que não haja interpretações ambíguas ou errôneas.
Conclue-se, portanto, que medidas são necessárias para encontrar a medida cabível ao papel de influenciador e seguidor que interfira, positivamente, nas relações sociais. Faz-se necessário que o Poder Legislativo, como instância que elabora as leis, procure promover a fiscalização cibernética de discursos de ódio ou de ações que venham a ferir os princípios da constituição, com dimensões que tenham o intuito de evitar impactos negativos na saúde mental dos usuários. Por fim, o indivíduo, através de uma reflexão aristotélica acerca dos influencers e seus impactos na sociedade, deve buscar a justa medida entre os excessos de críticas e a carência de empatia com o próximo, sobretudo nas plataformas digitais; Deve-se levar em conta que suas ações têm impacto direto na vida de outras pessoas, independentemente de ser uma figura pública ou não. Com isso, espera-se que o meio virtual seja usado de forma consciente por quem vende e compra produtos ou serviços online.