Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 24/08/2021

É indubitável que a globalização trouxe diversos benefícios à sociedade, dentre eles, a internet, que interliga milhões de pessoas em um curto intervalo de tempo. Essa invenção possibilitou o surgimento dos influenciadores digitais - pessoas que possuem milhares de seguidores e são capazes de influenciar opiniões e atitudes. Esse cenário propiciou a entrada do marketing nessa ferramenta, visto que a parceria entre empresas e influencers gera alto lucro por conta do aumento do consumo criado pela persuasão dos influenciadores nos seus seguidores. Tal situação é gerada, principalmente, pelo bombardeamento de informações e pode causar sérios problemas, como a dependência emocional.

Primeiramente, é importante ressaltar que o constante bombardeamento de informações na internet está diretamente ligado as decisões de consumo das pessoas. Isso porque os influenciadores, ao encherem seus seguidores de propagandas simultâneas, influenciam o consumo exacerbado e inconsciente, já que há uma relação de confiança entre seguidor-influencer, na qual a pessoa que segue confia plenamente na recomendação que está recebendo e não procura outras informações do produto. De acordo com um estudo feito pela Qualibest, quarenta e nove por cento dos entrevistados afirmaram que já consumiram um produto ou serviço porque foram influenciados digitalmente. Com isso, torna-se evidente que a avalanche de informações gerada pelo influenciador aumenta o consumismo humano.

Ademais, salienta-se que a dependência emocional pode ser uma consequência direta da constante influência de pessoas sobre a vida de outras. Segundo uma pesquisa feita pela GlobalWebIndex, o Brasil é o segundo lugar do ranking dos países que mais passam tempo nas redes sociais. Dessa forma, por passar a maior parte do seu dia recebendo “indicações” dos influencers sobre, praticamente, todos os assuntos, a pessoa pode se sentir insegura quando se encontrar sozinha, já que na dependência emocional uma pessoa está constantemente buscando segurança em outras sem confiar em seus próprios critérios.

Portanto, tornam-se necessárias medidas que solucionem as problemáticas apresentadas. Em primeiro lugar, o Ministério da Educação deve instruir os cidadãos sobre o consumo consciente, por meio da criação de palestras que falem sobre como lidar com o bombardeio de informações, com o fito de diminuir os impactos da avalanche de informações. Em segundo lugar, é dever do Ministério da Cidadania diminuir as chances da ocorrência de dependência emocional nos cidadãos, mediante oferecimento de atividades fora do mundo digital, tendo como objetivo diminuir o tempo das pessoas nas redes sociais. Quiçá, dessa maneira, os influencers não causem tantos impactos negativos nas decisões de consumo dos cidadãos.