Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 27/10/2021

No filme nacional “Modo Avião”, original da Netflix, Ana, interpretada por Larissa Manoela, é uma influenciadora digital de uma marca renomada e dedica todo o seu tempo à página digital, inlfuenciando milhares de pessoas a usarem produtos voltados para moda. Durante a obra, nota-se o tamanho do poder de influência da mesma sobre os seguidores quando ao usar um acessório, criado na década de 70, devido a gigante busca daqueles que a acompanham no ambiente digital o mesmo retorna as vitrines . Entretanto, depreende-se que o comportamento da população diante da situação apresentada é preocupante e equivalente a realidade de milhares de brasileiros. Ante essa perspectiva, discutir sobre o desejo de ser como o outro e a falta de consumo consciente se torna essencial.

Em primeiro plano, é importante ressaltar que em decorrência da visão polarizada do seguidor perante ao estilo de vida do influencer, faz-se presente o desejo de ser como tal. Segundo a palestrante, mestre e doutoranda em psicologia, Carla Furtado, não é saudável mimetizar o comportamento de outra pessoa ou tornar o indivíduo como o modelo que pretende seguir, isto é semelhante a fazer um caminho equivocado para construir a si mesmo enquanto ser humano. No entanto, inquestionavelmente os brasileiros vêem o influenciador como uma figura próxima, permitindo se identificar com tarefas corriqueiras do dia a dia, diferente de uma celebridade a qual remete uma ideia de longitude. Nesse viés, frequentemente o seguidor está alterando seu comportamento, comprando o mesmo tipo de utensílio, produto ou acessório a fim de similiar ao seu “modelo”, o que torna a ser prejudicial.

Ademais, evidencia-se que a opinão ou sugestão desse grupo de pessoas é extremamente valiosa para a decisão do consumidor e por isso a presença de marcas predece firme neste âmbito. De acordo com o estudo “Perfil do E-commerce Brasileiro”, feito por BigData Corp e PayPa, afirma-se que em 2019 existiam 37,5% mais lojas digitais no país, demonstrando bem como o crescimento está acontecendo com rapidez. Em virtude disso, percebe-se que para alavancar este percentual diversas marcas estão usando os patrocínios de influenciadores. Posteriormente, em decorrência de tais eventos, torna-se comum que público alvo se sinta tentado à adquirir o produto anunciado independete se precisa ou não.

Portanto, são necessárias medidas operantes para a reversão deste cenário no Brasil. Desse modo, cabe ao Ministério da Educação tomar como inciativa, por meio de verba governamental, a criação de um plano de conscientização à respeito da questão dos influencers digitais à população objetivando não apenas informar aos cidadãos sobre a alienização que os cercam, como também estimular uma linha de pensamento consciente em função de situações cotidianas no meio digital. Assim, será possível aperfeiçoar o ponto de vista do brasileiros e impedir a constâcia da presente problemática.