Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 30/08/2021

A Constituição Federal de 1988, principalmente nos incisos lV e lX do artigo 5º, garantia a liberdade de expressão. No entanto, observa-se o grande efeito quanto à questão dos influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo. Nesse contexto, percebe-se uma configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da busca pela perfeição e da falta de responsabilidade.

Em primeiro plano, é preciso atentar para uma busca constante pela perfeição presente nesse meio digital. Em janeiro de 2021, uma blogueira do Ceará, Lilian Amorim, após uma lipoaspiração, sofreu complicações e faleceu alguns dias depois do procedimento. Nessa perspectiva, podemos notar um grande aumento de procedimentos estéticos e cirurgias plásticas e como isso tem influenciado e impactado os seguidores.

Além disso, o impacto dos influenciadores encontra a terra fértil no individualismo e na falta de responsabilidade. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de responsabilidade, onde o que importa é vender seu produto e conseqüência, sem pensar nas consequências.

Logo, medidas estratégicas são obrigatórias para esse cenário. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação (MEC) deve desenvolver palestras em escolas, para alunos do ensino médio, por meio de indicar com a morte do problema. Essas palestras devem ser webconferenciadas nas redes sociais do ministério, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre as consequências dos influenciadores digitais. Por fim, é preciso um debate sério por parte da mídia para que as pessoas comecem a se conscientizar com o que andam consumindo.