Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 08/09/2021

No livro ‘‘‘Muito mais que Cinco Minutos’’, a autora e Youtuber ‘‘Kéfera Buchmann’’ conta suas histórias engraçadas de encontros que não deram certo, além de situações com a mãe e amigos, no qual fez seu livro ser o número um de vendas na bienal em 2015. Logo, percebe-se que a Internet possibilitou a criação de conteúdos próximo da realidade dos telespectadores, entretanto, o poder de influência dos ‘‘youtubers’’ com marcas, podem criar uma geração viciada no consumo desordenado e no ‘‘cancelamento’’ de empresas antigas no mercado.

Primeiramente, deve-se destacar que quando há uma identificação com o conteúdo abordado pelo influenciador, logo, ele adquire seguidores que irão apoia-lo e seguir suas decisões, já que aquela pessoa torna-se um ‘‘ícone’’ de influência. Assim, chamam a atenção de marcas que procuram atingir novos públicos, entretanto, fomenta uma geração que compra intens de valor, não por que é útil e sim por influência, causando um acúmulo excessivo de objetos, endividamento de contas e que muitas vezes, não utiliza o produto. Por exemplo, a blogueira ‘‘Karen Bachinni’’ que é patrocinada por marcas de cosméticos e que influencia seus seguidores a comprarem produtos de pele que muitas vezes, não servem para todos, pois podem causar alergia, irritação, porém consegue vender porque dá certo nela.

Ademais, além da persuadir a compra de objetos, as personalidades do meio virtual, podem causar o boicote de marcas famosas. A expressão ‘‘cancelamento’’ foi a mais utilizada no ano de 2019, de acordo com a pesquisa realizada pelo ‘‘Dicionário Macquarie’’ (o site é responsável por selecionar anualmente as palavras e expressões que mais moldaram o comportamento humano). Por exemplo, a busca por cosméticos não testados em animais, diante dos inúmeros mal tratos, fez com que a blogueira e defensora de animais, Luisa Mell parasse de utilizar produtos como Mac, Nivea, Colgate e entre outros, assim, criando um ‘’efeito manada’’, ao evitarem empresas parecidas.

Diante dos fatos expostos, é necessário que companhias que buscam atingir novos públicos, procurem também alternar seus meios de produção, por meio da substituição de animais por testes ‘‘in vitro’’ (a técnica permite criar células e tecidos artificiais para estudo e manipulação), logo evita o boicote e mostra um avanço nas pequisas e melhorias. Outrossim, urge que pessoas busquem diferenciar ‘’necessidade’’ de ‘‘influência’’, ao se perguntar o motivo pelo qual se interessou pelo produto divulgado, evitando um consumo descontrolado, apenas para fazer parte da massa que acompanha uma personalidade da mídia.  Desse modo, as pessoas podem sim se identificar como ocorreu na bienal de 2015 com o livro da Kéfera, entretanto, questionar-se do por que do interesse também é valido a fim de evitar futuros problemas de acúmulo e dinheiro.