Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 02/09/2021

Após a eclosão da Revolução Digital e a ascensão da internet,  padrões e valores de conduta ciber capitalistas tornaram-se norteadores da vida em sociedade. Indubitavelmente, esse fato se deu pela ação dos influenciadores digitais e o seu impacto nas decisões de consumo. Contudo, esse ato desencadeou no psicológico dos indivíduos severos danos que se associam diretamente à expectativa de um modelo de vida consumista. Sendo assim, é necessária a atuação de autoridades competentes para a reversão deste cenário.

Em primeira análise, destaca-se o crescente uso das redes sociais em todo o planeta. Seguno dados da revista Forbes (2019), o Instagram - principal polo cibernético do mundo - triplicou o seu número de usuários na última década, somando mais de um terço da população mundial. Certamente, a interação entre esses usuários cria condições para a proliferação de ideários a respeito de uma visão irreal da vida, posto que os perfis mais seguidos da rede são de influenciadores patrocinados por marcas que exigem uma exposição constante dos seus produtos, induzindo os espectadores a os comprarem. Isto posto, torna-se perceptível o modus operandi das novas relações de consumo, que se permeiam nos meios digitais pela ação dos grandes perfis das redes socias e atingem diretamente o seu público alvo.

Em segunda análise, ressalta-se as alterações psicológicas trazidas à humanidade pela ação das redes cibernéticas. Nesse ponto, vale salientar que, consoante o psicólogo canadense Jordan Peterson. “a modernidade afetará a metafísica da psiqué humana”. Em consequência, a internet torna-se o principal meio de engenharia psicológica da humanidade, visto que esta propicia um contato direto com cada ser humano, o entendendo em suas intimidades por meio das ações de algorítmos inteligentes e o induzindo a reforçar modelos de vida e padrões de consumos idealizados. Sendo assim, conforme pesquisa do laboratório de bioquímica de Harvard (2018), o método de ação dessa inteligência artificial ataca os pontos frágeis da mente do homem, tornando-o portador de um novo tipo de vício: o uso de redes sociais e o consumo desenfreado por meio destas.

Destarte, é mister a resolução de tal problemática. Para tal, urge ao Ministério da Ciência e Tecnologia, a criação de um software, por meio de verbas federais, que estabeleça um limite de anúncios publicitários nas redes socias e regule o processo de parceria entre influenciadores e grandes marcas para a divulgação de produtos, objetivando a proteção dos usuários contra o vício do consumo desregrado. Assim sendo, o ambiente cibernético se tornará seguro para todos os brasileiros.