Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 09/09/2021
Na novela “A dona do pedaço”, produzida pela Rede Globo, a personagem Vivi Guedes ilustra a importância do trabalho do influenciador digital para impulsão do makenting de uma determinada marca. Fora ficção, esses profissionais também impactam nas decisões de consumo dos indivíduos podendo ocasionar, por conseguinte, o aumento do despedício dos recursos naturais. Logo, pontua-se a necessidade de formar cidadãos comprometidos com a ética ambiental, só assim, passarão a comprar de forma consciente.
Em primeiro lugar, cabe ressaltar a razão que fomenta um ambiente favorável à intervenção dos influenciadores digitais nas decisões de consumo das pessoas. Com base nisso, é imprescidível destacar as ferramentas de interação, disponibilizadas pelas redes sociais, como percursoras da sensação da proximidade e, consequente, persuasão exercida por esses profissionais. Um título de exemplo que comprova tal afirmação é o “storie” do Instagram, pois nele os usuários podem compartilhar vídeos e fotos em tempo real, além conseguirem interagir com comentários. Logo, as celebridades do mundo digital criam uma relação mais intima com público alvo, em comparação à outros meios de propagação publicitária como a televisão- no qual o espectador assume um papel passivo-. Portanto, faz-se preciso desenvolver o senso crítco dos cidadãos, assim, poderão discernir suas necessidades de consumo.
Sob tal ótica, vale salientar a importância da formação de cidadãos conscientes quanto a ética ambiental, isso porque o poder de convencimento dos influeciadores digitais, já supracitado, pode gerar um cenário propenso não só ao consumismo, mas também à obsolêscencia -compra e descarte rápido dos produtos-. Nesse sentido, a Base Comum Curricular prevê a gestão responsável do recursos naturais como uma habilidade que deve ser desenvolvida nos estudantes brasileiros, desde a infância.
Todavia, o Estado assume uma postura inobservante com relação aos brasileiros que não frequentam as instituições de ensino, já que eles permanecem a margem de receber incentivos que os façam repensar suas atitudes de consumo e, dessa forma, mudar o comportamento com o meio ambiente.
Destarte, os possíveis impactos negativos dos influenciadores digitais nas decisões de consumo é mister que ações sejam tomadas. Isto posto, cabe ao Ministério da Educação criar uma campanha que fomente a divulgação dos princípios éticos ambientais. Essa medida será concretizada, por meio da contratação de publicitários, para isso eles irão produzir um comercial de apelo ambiental e com questionamentos críticos acerca do consumismo e da obsolescência. Dessa maneira, profissionais, como Vivi Guedes, influenciarão cidadãos autocríticos, conhecedores dos valores ambientais.