Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 03/09/2021
O ato de consumir é amplamente difundido na sociedade civil, potencialmente após a consolidação do Sistema Capitalista. Nesse contexto, não faltaram formas de influenciar a aquisição de produtos e ideias usando para tanto diversos veículos de informação. No presente, os influenciadores digitais mostram-se potentes aliados do consumo dada a credibilidade e visibilidade que adquiriram nas redes sociais. Entretanto, é míster considerar até que ponto essa influência nas decisões de consumo é boa.
Á princípio, “digital influencer” é vista como uma das profissões do futuro mais almejadas da modernidade. De certo, as vantagens alcançadas com os patrocínios bem como o potencial de aquecimento mercadólogico dessa profissão não deve ser negligenciado. Consoante à Revista The Shift, esse novo modelo de marketing rendeu ao mercado global cerca de oito milhões de dólares em 2020. No entanto, é imprescindível que as pessoas dispostas a execer essa atividade estejam cientes de suas responsabilidades sobre o outro ao disseminarem estilos de vida que podem prejudicar o conjunto social.
Sob essa ótica, destaca-se a obra “Sociedade do Espetáculo” de Guy Debord , a qual discorre acerca de uma sociedade movida pela falsa necessidade de possuir um status social pautado no “ter” e em diálogo, o filósofo Karl Marx também disserta sobre o Fetichismo, fenômeno social prejudicial que se vale do consumo de riquezas para caracterizar realização pessoal. Nesse sentido, quando para alcaçarem seus objetivos mercantis, os influenciadores digitais passam a falsa ideia de " vida perfeita", vinculando seus sucessos ao consumo, estão, infelizmente, reproduzindo a “sociedade do espetáculo” que embasada no fetichismo, encerra o corpo social em um ciclo terrível de insatisfação que busca pelo utópico inalcançável vistos em “feeds” e linhas do tempo, a saber : plenitude espiritual e felicidade adquiridas por meio do “ter”.
Portanto, a fim de evitar os impactos negativos decorrentes da manipulação da realidade, é importante que o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, posto que é o órgão responsável por regulamentar estratégias de marketing, não incentive a relação entre sucesso e consumismo que muitas vezes é utilizada pelos influenciadores digitais. Assim, garantir-se-á o equilíbrio entre o desenvolvimento social e o bem estar da população.