Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 04/09/2021
O alicerce do empreendedorismo aliado a dinâmica do desejo imediato, desencadearam uma série de fatores que contribuíram diretamente para a alta demanda do consumo populacional no século XXI. Assim, concomitantemente a esses fatos, a indústria do marketing digital cresceu de forma significativa nos últimos anos, trazendo consigo o uso de influenciadores de conteúdo digital para promoverem seus produtos, de modo que os indivíduos sejam manipulados no âmbito socioeconômico a aderirem tais ações consumistas.
Dessa maneira, é importante discutir-se os aspectos sociais e econômicos a respeito do tema. Logo, deve-se analisar o cenário atual da sociedade frente a ética do consumo, com isso pode-se citar as diferentes visões coletivas referentes a demanda consumista atual, como o uso de veículos midiáticos a exemplo do Youtube, o qual é o principal propagador de anúncios e entretenimento globais, atuando de maneira direta para “digital influencers” demandarem suas persuasões ao público. Nesse contexto, pode-se citar alguns canais que apoderam-se deste resquício e promovem propagandas de diversas empresas, a exemplo disso tem-se o Flow Podcast que possui milhões de assinantes e influencia seus ouvintes com o impactos dos assuntos discutidos, ao mesmo tempo que durante o programa esses fazem diversos anúncios empresariais.
Além disso, é válido salientar a implantação dos discursos ideológicos atrelados a perspectiva sociocultural vigente, visto que muitas empresas adotam essa prática justamente para derrubarem a concorrência. Por exemplo, a Coca-cola utiliza-se de diversos propagadores de conteúdo para atingirem outras marcas com o intuito de enfatizar a “preferência” populacional pelo seu produto. Por conseguinte, isto gera um impacto negativo nos ouvintes já que induzem estes a aderirem a uma mercadoria que possui uma contextualização pseudopositiva em relação a sua adesão populacional.
Urge, portanto, que medidas devem ser executadas para que se possa combater esse embate. Então o Estado deve, em seu poder, estipular em parceria com o Ministério das Comunicações medidas que sejam exequíveis no que concerne as práticas de desenvolvimento legais de propagação de anúncios. Dessa forma, para que a ação seja implementada o governo precisará com o apoio da mídia estipular e deliberar esses conceitos em rede nacional, afim de que se possa desenvolver e flexionar o pensamento coletivo e individual em detrimento da alienação consumista. Adotadas essas circunstâncias, a sociedade brasileira poderá avançar como uma nação mais promissora e determinada.