Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 05/10/2021

Num episódio da série “Black Mirror”, é retratado um mundo altamente tecnológico e futurista. Ao longo da trama, é visto que a sociedade é composta não apenas por famosos que vendem boa imagem e produtos, como também por cidadãos que buscam desesperadamente parecer com eles. Fora de ficção, é fato que a realidade apresentada na série pode ser relacionada ao Brasil das redes, do século XXI: pessoas, persuadidas por influenciadores, aderem ao consumo inconsciente para se adequar às tendências atuais da sociedade.

Primeiramente, é importante destacar que os influencers alcançam diversas pessoas e fazem muito dinheiro. De acordo com o site “seu dinheiro”, eles ganham até 500 mil reais por mês, com propagandas e venda de serviços no Instagram, no qual cerca de 72 milhões de brasileiros seguem, no mínimo, um influenciador. Assim, é evidente que eles são peça importante na economia do país.

Apesar disso, muitos indivíduos compram apenas para se adequarem a um modelo social. No período do Brasil Império, a população queria se sentir europeia, por isso os estilos francês e inglês eram muito comuns no guarda-roupa. Paralelamente, o jornal “Folha de São Paulo” afirma que pessoas de classe média gastam de 30% a 60% da renda em itens de luxo, pois buscam inclusão social. Logo, muitos gastam fortunas apenas para se parecerem com seus ídolos. Ademais, já dizia a embaixadora da Boa Vontade, Emma Watson: “Você tem uma família para alimentar, não uma comunidade para impressionar”.

Portanto, é mister que o estado tome providências para amenizar o quadro atual. Por meio de propagandas nas mídias digitais, em parceria com grandes veículos, como o Instagram e o Youtube, urge que o Ministério da Comunicação, que é responsável pelos meios de comunicação do Brasil, conscientize as grandes massas sobre a importância de não se alienar, em meio de tantas pessoas incentivando os gastos supérfluos. Somente assim, será possível frear os impactos negativos dos influenciadores digitais, nas decisões do consumo.