Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 20/09/2021

A Era da informação é caracterizada pela popularização da internet e de novas tecnologias que trouxe modificações em diversos aspectos sociais e comportamentais, principalmente após o surgimento de profissionais que utilizando dessas tecnologias impactam significativamente nas decisões de consumo da sociedade contemporânea, os chamados “Influenciadores digitais” que, apesar de fomentarem o mercado de marketing e da comunicação trazem consigo grandes responsabilidades e problemáticas que vão desde a influência de um consumo exacerbado à formação de opiniões controversas.

Dados divulgados em 2018 pelo Instituto de pesquisas Qualibest demonstram que os influenciadores já são considerados a segunda maior fonte para a tomada de decisões, sendo citados 49% das vezes entre os questionados. Tamanha influência contribui para o surgimento de um comportamento em massa preocupante em que, muitas vezes, o consumidor se quer questiona se aquela indicação que o influenciador está repassando é útil ao ponto de ser aplicada na sua própria realidade.

O fato que exemplifica e evidencia que a influência desses profissionais está cada vez mais trazendo modificações é que antes cirurgias plásticas eram consideradas distantes da realidade, mas atualmente são colocadas como uma possibilidade óbvia e até mesmo recomendada por inúmeros influenciadores em seus conteúdos e isso pode ser uma das causas de um aumento de 141% no número de procedimentos entre os jovens nos últimos 10 anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Cirugia Plástica.

A interação do público com o influenciador é parte fundamental em todo o processo de divulgação e a principal característica de interesse das marcas, sendo portanto priorizado contratos com aqueles com muito engajamento e visibilidade. Nesse sentido, muitas marcas não procuram conhecer profundamente o perfil do influenciador que irá divulgar o seu produto, podendo inclusive associar-se a pessoas polêmicas como foi com o caso do Youtuber responsável pela divulgação de inúmeras marcas Júlio Cocielo que em 2020 virou réu acusado de racismo por comentários em redes socais.

Destarte, faz-se necessário a elaboração de possíveis soluções. O Poder Legislativo deve criar projetos de leis que regularize a profissão de influenciador a fim de estabelecer direitos, deveres e regras éticas a serem seguidas por eles para que haja maior controle e fiscalização das propagandas produzidas. É indispensável que as marcas firmem compromisso de selecionarem apenas profissionais competentes e responsáveis que forneçam uma influência positiva, além do que, os consumidores devem sempre ficar atentos com os conteúdos que consomem procurando aqueles que sejam enriquecedores para a sua realidade e quando necessário denunciar conteúdos abusivos e prejudiciais.