Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 15/09/2021
A Terceira Revolução Industrial gerou a Era Digital e a difusão do ciberespaço, no qual as relações sociais podem ocorrer de forma globalizada. Diante disso, as propagandas passaram a habitar não apenas a televisão, como também o espaço virtual. Com isso, surge um novo status profissional: os influenciadores digitais, os quais, ao servirem como ponte entre o produto e o consumidor, impactam nas decisões de consumo. Nesse sentido, é vital a análise acerca desses impactos. Logo, destacam-se: o fomento ao consumismo e danos financeiros.
Primeiramente, é indubitável que o fomento ao consumo exagerado é uma das maiores implicações nas decisões de consumo. Isso acontece, porque no sistema caplitalista, as marcas, a fim de lucrarem, criam novas necessidades, isto é, persuadem o público a adquirir bens muito além da sua necessidade. Desse modo, empresas contratam influenciadores digitais para usufruírem e onstentarem esses produtos, para que, assim, convençam outras pessoas a aquiri-los também. Não é raro, portanto, que muitos indivíduos, ingenuamente, ao consumirem, muitas vezes, não o fazem por necessidade, mas por influência de digitais influenciadores.
Outrossim, o dano financeiro destaca-se como impacto relevante nessa conjuntura. Isso se liga fortemente à problemática, pois não há um controle acerca dos produtos que os influenciadores digitais divulgam em suas redes sociais. Exemplo nítido dessa situação são as gomas capilares que, divulgadas por diversos influencers, levam muitos a comprá-las. No entanto, bem como pode ser observado no canal do YouTube “Física e afins”, elas não possuem eficácia comprovada pela ciência. Dessa maneira, a sociedade tem suas decisões de consumo impactadas negativamente pelos digitais influenciadores, visto que, pode pagar e consumir um produto que não funciona.
É evidente, então, que medidas devem ser tomadas para reduzir os impactos negativos causados pelos influenciadores digitais nas decisões de consumo. Destarte, é vital que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária promova um controle acerca das propagandas realizadas pelos influencers, por meio da exigência de que as empresas, após contratarem um influenciador digital, enviem a propaganda produzida para um comitê de avaliação, o qual deverá verificar a eficiência do produto, com o fito de minimizar possíveis danos financeiros aos consumidores. Só, assim, o ciberespeço poderá abrigar de forma totalmente positiva as propagandas.