Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 17/09/2021
Quando começou a vender capas personalizadas para réguas em 2009, a então estudante de arquitetura Letícia Coelho não imaginava que hoje teria sua própria marca, nem que estaria influenciando milhares de pessoas com seus looks. A ideia surgiu após a empresária perceber um gancho de mercado, já que na cidade não vendia nada do tipo. Um tempo depois, o foco mudou: passou a criar brincos de bijuterias, que eram peças mais fáceis de levar para a faculdade. Foi nessa época que a atual clientela começou a tomar base.
As roupas entraram na vida da jovem após a oportunidade de um intercâmbio em Portugal pela universidade em 2012, quando amigas pediram para ela trazer algumas peças. Com o dinheiro do lucro, Leticia investiu em uma linha de vestuário de uma amiga, que fazia consignado, proporcionando um investimento inicial baixo. Com as vendas, ela comprou um carro, montou um espaço em casa, e em 2014, inaugurou um espaço somente para vender as roupas.
Ela credita o rápido sucesso e crescimento às redes sociais. “Acredito que seja porque eu comecei a desenvolver [a marca] no instagram. Desde quando comecei a vender a primeira roupa, já estava no Facebook. Já fazia as montagens, foto do meu look – pegava uma bolsa e um sapato e postava”, nos contou. Assim, com uma forma de divulgar, as fotos ajudavam as clientes a terem uma ideia de como usar as roupas, e consequentemente, influenciadas a comprarem as peças. “A minha empresa começou através das redes sociais”.
Junto com o crescimento da empresa veio o status de digital influencer. Utilizar o Instagram como ferramenta principal para sua divulgação veio depois que a marca já estava consolidada, como uma ferramenta para aumentar o alcance de pessoas.