Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 17/09/2021

O ser humano exerce sobre o outro uma influência no outro desde o nascimento da sociedade, figuras conhecidas impactam sempre nas decisões da população: Sócrates, com sua retórica, Kant com o criticismo, Picasso e suas obras. O surgimento do cinema trouxe uma nova onda de euforia nas pessoas, artistas como Marilyn Monroe eram idolatrados em tudo o que faziam, os produtos que consumiam esgotavam rapidamente. Impressiona que do decorrer da história à realidade vigente, esse comportamento se repete, nos dias atuais, os conhecidos influenciadores digitais ocupam o papel de influir nas decisões de consumo daqueles que os acompanham.

As pessoas se espelham nesses “influencers”, mirando a sua realidade na deles, com o desejo de que sejam iguais. Nesse sentido, pode-se citar a teoria dos ídolos de Francis Bacon, a qual explica que eles eram responsáveis por causar uma grande interferência na mentalidade humana e, consequentemente, atrasar a racionalidade individual. Com isso, exemplifica-se a grande adesão das marcas nos patrocínios dos influenciadores, pois estes mostram em suas redes o item e causam uma desejo de compra nos consumidores. Assim, os ídolos, ao indicar algum produto que utilizam, prejudicam o senso indivídual e provocam a maior aceitação da mercadoria.

Ademais, com a globalização, o alcance a grandes massas intensificou-se, facilitando a divulgação, por parte do ídolo, de produtos para o consumo da população. No Brasil, de acordo com uma pesquisa da Comscore, o índice de participação da população nas redes sociais é de 86%, mais de 180 milhões de brasileiros, assim, o conceito de Aldeia Global de McLuhan, explicando a alta adesão populacional, interconectada por meio da internet. Desse modo, os influenciadores, ao fazerem publicações de mercadorias apresentam grande alcance, atingindo maior número de pessoas, o que causa aumento no consumo das mesmas.

Portanto, a influência dos ídolos nas decisões de consumo da sociedade é grande. Com a intenção de regularizar a ação dos influenciadores de modo que mantenham a opinião pública e indivídual preservada, cabe ao Governo Federal em conjunto do Ministério das Comunicações notificar as empresas donas das redes sociais para que instituam um conjunto de regras que regulam e não violam as diretrizes previstas na Constituição Federal, a qual provém a liberdade de expressão e opinião a todos. Com isso, ambos os órgãos permitem que haja a influência dos ídolos e, ao mesmo tempo, a  preservação dos direitos dos consumidores brasileiros. Além disso, os governos estaduais devem divulgar propagandas sobre os influenciadores e a manutenção da opinião própria, para assim, causar a conscientização geral acerca da manipulação desses sob a sociedade.