Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 29/09/2021
No início de todo ano, o reality-show Big Brother Brasil, que consiste em isolar inúmeros participantes em uma mansão, se inicia, e, como toda edição, a expectativa dos fãs é sobre quem será o vilão, o herói e o vencedor da competição e, em 2021, a Julliete consagrou-se campeã e com mais de 30 milhões de seguidores em seu Instagram. Com isso, percebe-se que os influenciadores digitais e seus impactos nas decisões de consumo são indiscutíveis, haja vista que, após sua saída, Julliete encontra-se em finitas propagandas, trazendo novos consumidores a partir de sua alta popularidade. Logo, nota-se que a idolatria demasiada e a falta de controle no consumo podem ser decisivos na vida de um fã aleatório da internet.
Primeiramente, vale ressaltar que todo cidadão tem o direito de fazer o que bem entender, desde que as ações não prejudique a si nem aos outros ao seu redor, assim como Tomás de Aquino disse: “O Homem deve agir em vista do fim, sendo ele racional e tendo, portanto,domínio sobre seus atos pela razão prática e pela vontade”. Na série norte-americana “Todo Mundo Odeia o Chris”, Rochelle, mãe de Chris, ao comprar toda a linha de produtos de sua cantora favorita, excedeu os limites de crédito do cartão, tornando explícito o quanto a falta de discernimento de realidade entre fã e ídolo pode afetar a vida de um fanático.
Ademais, o consumo influenciado não é o único em questão, o próprio influenciador já é um consumo, tendo em vista que inúmeros se inspiram e propõem-se a fazer as mesmas atividades que seus heróis, mesmo que cheguem a passar dos limites. No filme “Tudo por um popstar”, a história acompanha três garotas que, após ganharem um concurso ‘fake’ valendo ingressos para o show de sua banda favorita, fazem o que for preciso para conseguir assistir ao festival e se vingar do fraudulento, desde invasão de propriedade, roubo e chantagem até ocorrência de prisão. Logo, nota-se o quanto a falta de medição entre ser um admirador controlado e um fanático descontrolado faz diferença na vida de um consumidor.
Portanto, está claro que a vida de qualquer cidadão pode ficar em risco por quaisquer motivos, sejam eles banais ou não, por isso, suas ações devem ser controladas. Ter um ídolo é normal, porém, o fã deve atentar-se para seu comportamento por meio de autocríticas, a fim de amenizar seus gastos e evitar que falte recursos para necessidades maiores como alimentação, segurança, saúde, etc. Contudo, caso o fã seja menor de idade, o distanciamento das redes sociais seria o suficiente, assim, a mente seria ocupada com outras atividades. Dessa maneira, a influência que as ‘Jullietes’ ao redor do mundo causam aos consumidores será menos controladora e mais controlada.