Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 17/09/2021
No período do absolutismo monárquico, os membros da corte vestiam tecidos variados, como referência da sua posição social, principalmente o rei, em virtude de ser o mais influenciador entre a nobreza. Atualmente, no Brasil, o modernismo cibernético trouxe novas formas dos cidadãos imitarem têndencias sociais, por meio dos influenciadores digitais, o qual trouxe consequências danosas para a qualidade de vida da população e o meio ambiente. Desse modo, os impactos nas deciões de consumo que os influentes virtuais causam é o consumismo exacerbado, que dificulta a saúde ambiental e a negliência social.
Diante desse contexto, é pertinente que o consumo exagerado impacta a vida dos cidadãos e o âmbito ambiental. Sob esse viés, o sociólogo Karl Max afirma que a populaçãoo vive no fetichismo de mercadoria, o qual consiste na compra de produtos sem finalidades na vida do indivíduo. Isso decorre porque os influenciadores estimulam a acumulação de produtos dando credibilidade que os iténs serão utéis no cotidiano. Nesse cenário, a população fica dependente do que a mídia expõe para vender, como cosméticos e roupas. Dessa maneira, o descarte indiscriminado dos objetos comprados pelos cidadãos prejudica o meio ecológico, pois os aterros sanitários ficam superlotados, como o lixão do Aurá, o qual polui o rio Guamá que é um dos principais rios que abastecem a população de Belém.
Somado a isso, é notório os problemas psicológicos dos indivíduos acarretados pela exclusão social, em razão de não possuirem produtos da moda. Nesse panorama, o livro “ter ou ser”, do autor Erich Fromm, analisa que o ser humano associa a quantidade de consumo com a essência da pessoa. A partir disso, observa-se que os “influencers” garantem uma utopia de vida que depende dos produtos ofertados. Dessa forma, os indivíduos que não apresentam condições monetárias para comprar produtos que estão em tendência entre os influeciadores digitais são discriminados perante a sociedade. A partir da tese levantada, a população que não tem condições de consumir produtos da moda fica propensa a ter problemas mentais, como depressão e ansiedade.
Logo, é indispensável amenizar os impactos nas decisões de consumo que o influenciadores digitais proporcionam. O Ministério da Saúde deve mostrar os danos que o consumo sem necessidade pode causar para as gerações futuras, por meio de publicações nas plataformas digitais, com o intuito de reduzir o descarte indiscriminado de dejetos nos aterros sanitários, afim de melhorar a qualidade de vida e a saúde ecológica. Além disso, O Governo precisa restringir os influenciadores a afirmarem que os produtos não esseciais farão os indivíduos adentrarem na sociedade, por meio de leis que censurem determinadas falas de imposição, com o intuito de diminuir a exclusão social.