Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 17/09/2021

A “Indústria Cultural”, conceito desenvolvido na Escola Frankfurt, retrata a difusão da cultura em massa com economia que manipulam a sociedade de consumo. Tendo em vista isso, a realidade dos “influenciadores” digitais no mundo consumista não se distingue da indústria de cultura, na qual a propagação de conteúdo em massa, além do poder de influência sob a mídia são bastante recorrentes. Tais influenciadores provocam entraves preocupantes na sociedade, como o consumismo exacerbado e ao danos no meio ambiente.

A princípio, é oportuno discutir o poder dos influenciadores para o consumismo compulsivo dos proprietários. Karl Marx, sociólogo, o “fetichismo de mercadoria”, condiz o ato da compra é realizada não por necessidade real, mas por uma felicidade fantasiosa e passageira. Nesse sentido, é nítido arrematar os influenciadores como papel influente nas decisões de compra. Com isso, a situação brasileira assemelha a máxima de Marx tornando-se relevante a discussão da vulnerabilidade desses consumidores digitais.

Paralelamente, convém destacar os efeitos negativos desse hiperconsumo ao meio ambiente gerado pela parte influenciadora. De acordo com o artigo 225 da Constituição Federal brasileira, é direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Contudo, a própria sociedade colabora no cenário de, e os influenciadores digitais mostram-se despreocupados quanto à importância ambiental em seus perfis, sendo da produção de lixo. Nesse sentido, o impacto nocivo dos produtores de conteúdo digital suscita análises imperiosas.

Portanto, faz-se mister que a mídia nos canais de TV, junto às agências de publicidade, realiza campanhas informativas e reflexivas sobre a transparência nociva - embora existam positivas - dos “influenciadores” das redes sociais, a fim de atenuar a conscientização necessária a respeito de seus malefícios comportamentais na sociedade de consumo.