Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 17/09/2021
A Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial diz respeito a um amplo sistema de tecnologias avançadas como a inteligência artificial, robótica, Internet e computação aplicadas nos meios de produção, a fim de aumentar a produtividade e o consumo pela população. Nesse sentido, observa-se que essa revolução atingiu a forma de se fazer Marketing,visto que, as empresas utilizam influenciadores digitais para oferecer produtos e serviços para a sociedade.Sendo assim, é evidente a necessidade de discutir os impactos desse novo tipo de publicidade nas decisões de consumo.
Em primeiro lugar, ressalta-se o grande poder de influência velada dos profissionais da Internet que trabalham indicando empresas e produtos. Nessa perspectiva, a Indústria Cultural, conceito desenvolvido por Theodor Adorno e Max Horkheimer, refere-se a produção e distribuição de itens de cultura com a intenção de obter lucro. Sob tal ótica, o exposto pelo os sociólogos está relacionado ao uso de redes socias para divulgação de bens e serviços, uma vez que os influenciadores digitais criam conteúdos de entretenimento que acabam manipulando as decisões de compra da população. Um exemplo é o tipo de vídeo que ficou conhecido como “recebidos do mês”, em que bloguieras mostram grandes quantidades de produtos enviados por diversas empresas, que distraem e diverte o usuário e, assim, esse não percebe está sendo induzido para a compra dos bens expostos.
Outrossim, é evidente a formação de um padrão de consumo que valoriza a compra excessiva como forma de afirmação e status social. Nesse sentido, segundo a pesquisa realizada pelo Instituto Qualibest, 49% dos consumidores admitem que já adquiriram um produto porque foram influenciados nas redes socias. Nesse conjectura, as pessoas sentem-se precionadas para consumir de forma exagerada, uma vez que os influenciadores digitais usam os meios tecnologias para divulgar um padrão de felicidade e sucesso pessoal baseado na aquisição dos bens recomendados por eles. Desse modo, o consumo é visto como essencial para ser considerado uma parte efeitiva da sociedade, o que deixou à margem aqueles que não possuem condições de consumir.
Infere-se, portanto, a urgência em atenuar o poder de influência dos influenciadores digitais nas decisões de compra da população. Para isso, cabe ao Ministério da Educação formar consumidores mais conscientes, por meio da promoção de palestras em locais públicos -como escolas e praças- que ensinem técnicas para não ser induzido nas redes socias a comprar algo que não seja da sua necessidade, com a intenção de evitar o consumo exarcebado. Além disso, é dever da mídia atenuar o padrão de consumo que valoriza a compra como afirmação social, por intermédio de campanhas publicitárias nos meios de comunicação que demonstrem as consequências negativas dessa prática.