Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 18/09/2021

“Ter ou ser? Eis a questão!” essa é uma das frases que, adaptada da peça “A tragédia de Hamlet, príncipe da Dinamarca”, de Shakespeare, podem mostrar bem a situação dos consumidores dos novos profissionais de marketing, influenciadores. Um marketing que age no subconsciente, não percebe-se mas ele é tão persuasivo que as pessoas são capazes de desenvolver problemas psicológicos e abdicar até mesmo de seus entes queridos para obter o produto oferecido na tela do celular.

Vem de algum tempo que a capacidade de convencer dos influenciadores está aumentando, isso é explícito nas grandes marcas fazendo propagandas de 1 minuto na suas redes sociais e pagando valores consideráveis ou até “presenteando” os influenciadores para que simplesmente usem seus produto. Com isso os consumidores, grande parte jovens, passam a querer serem os contratados, aí o problema surge. Muitos acabam por ter como objetivo aqueles altos padrões de vida, com uma vida perfeitamente ajustada e ideal, o que ninguém conta é que é ilusão. Então após essa tentativa vem a decepção, após tantas viagens para Paris, Londres, eventos de Adidas e Nike, cai a ficha que poucos chegam lá na vida real e o maior problema vai para o psicólogo. Essa ideia falsa faz com que a pessoa não prepare-se para a realidade, sem planejamento financeiro, sem objetivos profissionais, sem metas e, infelizmente, isso resulta em uma depressão ou transtorno de ansiedade.

A determinação pelos produtos, muitas vezes sem utilidade, se torna tão forte que as pessoas são capazes de abdicar sair com amigos, desfrutar de um passeio no parque com a família ou ter uma alimentação melhor para ter aquele produto, que será usado uma ou duas vezes e descartado. Na crise econômica em que vive o Brasil, não há muita folga no orçamento, então, aqueles que tem uma compulsão maior pelas compras são capazes de largar coisas básicas para alcançar seus “objetivos”.

Com todos esses problemas nocauteando os adultos, jovens, crianças e até mesmo idosos, o Estado e as famílias devem trabalhar se apoiando. Se ambos se aliarem para conscientizar as pessoas, alertar e ajudarem a solucionar o problema daqueles que já foram afetados, é possível ver uma ampla mudança e melhora social, através de palestras educativas e conversas familiares é capaz de se fazer as pessoas pensarem nas coisas que realmente valem a pena na vida. É possível, desviando o foco dos produtos e fazendo as pessoas buscarem valores humanos,  que elas descubram novas habilidades, oportunidades profissionais e, consequentemente, não cairiam facilmente nas jogadas do marketing moderno. Tudo isso, sendo trabalhado com cuidado, pode gerar efeitos positivos na sociedade, desde as taxas de problemas psicológicos até mesmo os problemas econômicos, sem contar que ainda possa haver uma baixa do pensamento “eu” e passar a pensar-se no “nós”, havendo solidariedade social.