Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 20/09/2021
Com o surgimento das redes sociais, surgiram diversas profissões, uma delas é a de influenciador digital, que possui a capacidade de intervir nas escolhas e gostos dos seus seguidores, ditando as regras do que entrará em alta. Ao considerar esse fato atual como dispositivo para fomentar a discussão sobre os impactos nas decisões de consumo geradas por esse novo grupo, pode-se afirmar que eles causam uma falsa sensação de liberdade de escolha por parte dos usuários. Nesse sentido, não há dúvida de que é preciso discutir sobre as consequências dos constantes bombardeios de marketing, bem como analisar a vida idealizada que essas pessoas mostram ao público.
A par dessa ideia, pode-se inferir que atualmente os indivíduos estão em maior sintonia com os gostos de consumo. Isso ocorre porque as propagandas possuem maior influência que há algumas décadas, por causa dos adventos da tecnologia e das mídias sociais, já que a maior parte da população está em frequente contato com a internet e suas ferramentas. Nesse sentido, de acordo com filósofa Hannah Arendt, a diversidade é algo inerente à condição humana, de modo que os a comunidade deveriam estar habituada à convivência com o diferente. Dessa forma, as pessoas perdem suas singularidades para se sentirem adequadas com o que esses influencers mostram.
Ainda nessa linha de raciocínio, outra questão determinante é a impressão de vida perfeita que os influenciadores compartilham. Nesse cenário, segundo Carla Furtado, mestre em psicologia e fundadora do Instituto Feliciência, as pessoas buscam repetir o “indivíduo modelo”, acreditando que isso os tornarão tão felizes como supostamente são essas pessoas. Diante disso, os usuários correm o risco de desenvolverem transtornos de ansiedade, por buscarem incansavelmente um estilo de vida irreal que é ininterruptamente exposto por esses influenciadores digitais, que possuem como principal objetivo vender produtos que “asseguram” essa vida ideal. É preciso, então, esclarecer ao corpo social que a felicidade não está vinculada ao que é compartilhado e exposto nas mídias sociais.
Portanto, tendo em vista os aspectos observados, salienta-se que algumas medidas primordiais são necessárias. Logo, cabe ao Ministério da Educação, por meio de campanhas, promover palestras nas escolas públicas e particulares, com especialistas da área - como psiquiatras e psicologos-, com o intuito de ensinar sobre a diversidade desde cedo para os jovens, evitando ao máximo que esses sofram para se sentirem encaixados no mundo virtual. Ademais, é dever do Poder Legislativo - responsável pela criação das leis- diminuir as constantes propagandas de produtos realizadas pelos influencers, por meio da criação de uma lei que limita a quantidade de propagandas semanais, com o objetivo de reduzir o consumo como justificativa para uma vida perfeita.