Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 22/09/2021

Desde 1750 com a primeira revolução industrial o mundo se transforma radicalmente conforme inovações tecnológicas são criadas. E assim, no fim do século XX foi originada a internet e consigo vieram posteriormente os alarmantes influenciadores digitais. Entre as principais preocupações acerca dos influenciadores está o consumismo.

Em suma, as redes sociais se tornaram grandes vitrines de lojas instigando os usuários a compulsivas compras. A publicidade e propaganda do século XXI percebeu seguinte: para que seus clientes comprem suas mercadorias deve-se primeiro criar na pessoa a necessidade do seu artefato. Desse modo, usufruem da massiva porção de pessoas que usam redes sociais, por meio de grandes figuras públicas influenciadoras, para metódicamente atingi-los e vender seus itens. Como consequência, vemos um cenário de compras desordenadas aumentando cada vez mais os índices do consumismo no Brasil.

Além disso, a propaganda realizada por pessoas famosas na internet pode induzir o internauta a realizar compras desnecessárias em busca de uma falsa felicidade. Segundo o filósofo Epicuro — grande idealizador da felicidade — a alegria se encontra no simples prazer sem excessos materiais e afirmava que a publicidade fazia com que as pessoas não se sentissem felizes e almejassem essa sensação na compra dos produtos. Como prova disso, conseguimos enxergar nos “digital influencers”, por exemplo, quando realizam marketing de roupas vendendo uma imagem de que aquele vestuário te fará estar elegante e dentro da moda. Tal ação resulta em um tipo de coerção para os navegantes da internet comprarem o produto em busca de um prazer.

Portanto, cabe ao Ministério da Economia juntamente do Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, elaborar e executar campanhas de conscientização sobre os perigos e malefícios das redes sociais atrelados ao consumismo. Essa medida deve ser praticada tanto dentro das redes quanto fora, nas escolas de ensino fundamental, médio e instituições de ensino superior para atingir toda população. Procura-se assim, alertar e prevenir os utilizadores da internet proporcionando uma melhor navegação na mesma.