Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 22/09/2021
Com o avanço da tecnologia decorrente da Revolução Técnico-Científica Informacional, surgiu a possibilidade de ambientes virtuais através das redes sociais, como o Instagram. Consequentemente, os padrões de consumo mudaram, assim como as influências. Dessa forma, é fundamental o debate acerca das causas do porquê Influenciadores Digitais serem essenciais nessa transformação das normas consumistas, como a globalização e a liquefação das relações atuais.
De início, aponta-se a globalização como motivo da importância de influenciadores digitais na sociedade hodierna. Com o fim da Guerra Fria, conflito ideológico entre os EUA e a antiga URSS, os Estados Unidos exportaram para o mundo ocidental seu “American Way of Life”, baseada em políticas e práticas consumistas. Nesse contexto, a globalização do mundo facilitou as interações digitais e a criação de ambientes e comunidades de interesses convergentes, além da popularização de usuários, chamados de “influenciadores digitais”, como o humorista Whinderson Nunes. Dessa maneira, com a percepção da influência dessas pessoas, marcas financiam programas publicitários, que acabam por atingir e influenciar o público alvo ao consumo. Assim, entende-se a participação do processo de globalização no impacto dos influenciadores.
Além disso, percebe-se a superficialidade das relações interpessoais atuais em oposição às digitais. De acordo com o filósofo Bauman, a modernidade é “líquida”, baseada em relações pessoais rasas, sem aprofundamento emocional e isto é consequência dos avanços tecnológicos e formação de ambientes virtuais, os quais afastam os próximos e aproximam os distantes. Assim, com uma maior importância das redes sociais se comparada à vida real, compreende-se o motivo das celebridades desse âmbito digital exercerem maior influência nos hábitos não só consumistas, como gerais, da sociedade brasileira.
Portanto, infere-se a necessidade de uma transformação nas relações atuais. Para isso, é preciso que o Governo Federal, por meio de uma alteração na Lei de Diretrizes Orçamentárias, focalize recursos e tempo na elaboração de projetos e palestras, os quais estimulem o sentimento de empatia e a formação de laços mais fortes em relacionamentos, a fim de provocar o sentimento de empatia na população e retardar os efeitos da “modernidade líquida”. Ademais, o incentivo ao pensamento crítico e próprio diminuiria a influência digital nos hábitos sociais, evitando a padronização cultural e consumista.