Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 23/09/2021

É nítido que os influenciadores digitais impactam de forma negativa a sociedade brasileira de consumo e acabam por impedir que seja vivido o que é retratado no livro Utopia, de Thomas More: um corpo social padronizado pela ausência de conflitos e problemas. Com isso, é necessário refletir sobre o valor da liberdade e a necessidade crescente de saber utilizá-la de forma produtiva no Brasil, além da análise de que alguns influentes podem usar seu poder para o mal. Por isso, é preciso que os tupiniquins estejam atentos para não serem alienados no meio digital.                                                                 Primordialmente, deve-se ressaltar que a mídia pode ser utilizada de forma positiva ou negativa, por isso é preciso analisar criticamente as informações. Durante a Era Vargas, a DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) era o órgão responsável por transmitir notícias favoráveis ao Governo, de modo a censurar as críticas e população era privada de saber de todas as informações, uma vez que era manipulada. Atualmente, é possível ter acesso a informações com liberdade, mas os brasileiros mostram-se ingênuos com relação a esse artifício de poder e não analisam as informações com responsabilidade. Dessa forma, que torna mais fácil a atuação de influenciadores digitais mal-intencionados.

Ademais, não se pode esquecer que a alienação torna fácil a manipulação dos indivíduos. Durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler possuía um discurso poderoso que ressaltava a raça ariana; com linguagem incisiva ele arrastou multidões em favor do nazismo, mas os alemães que não imaginavam as atrocidades que eram realizadas. A mesma influência pode se repetir hoje, já que influenciadores argumentam para seus seguidores e interferem na compra de produtos que não são usados por eles. Portanto, além da negligência social, há negligência por parte do Governo, que não oferece educação digital para que essa análise seja feita com consciência, deixando-os vulneráveis.                                           Fica nítido, então, que frear a influência de influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo requer lutar contra aas causas fundamentais desse problema. Para isso, o Ministério da Educação - por meio de uma parceria público-privada com as Mídias - deve promover propagandas que evidenciem a vulnerabilidade da população, através de exemplos que deixem explícito os malefícios da influência negativa de personalidades digitais relacionados ao consumo, esses anúncios devem ser feitos durante intervalos comerciais a fim de conscientizar a população brasileira para provocar a reflexão sobre seus comportamentos, principalmente na internet. Sendo fundamental também que o MEC ofereça programas de educação digital nas escolas para orientar os alunos a respeito do assunto. Dessa maneira, o Brasil chegará mais perto do padrão descrito por Thomas More em Utopia.