Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 23/09/2021

De acordo com o filósofo Guy Debord, em seu livro “Sociedade do espetáculo”, a pós-modernidade trouxe, com suas tecnologias, um mundo controlado pela imagem, o que faz com que as pessoas queiram se moldar baseando-se em desejos alheios, já que a compreensão da realidade são projeções idealizadas pela imposição ao consumo. Indubitavelmente, o número de profissões geradas pelas redes sociais aumenta exponencialmente, onde a internet se tornou principal fonte de renda para muitos indivíduos do mundo. Porém, esses artistas, também conhecidos como influenciadores digitais, impactam diretamente nas decisões de consumo devido o alto número de espectadores que possuem a visão criticada por Devord, e influência para o fácil consumo possibilitado pelo avanço da tecnologia.

Em primeira instância, o número de pessoas que adquirem acesso as redes sociais se torna mais evidente ao analisar o número de seguidores de pessoas publicamente ativas, como o artista Whindersson Nunes que possui mais de 20 milhões de pessoas acompanhando seu trabalho através da internet. Este contato, por sua vez, se torna mais frequente quando o influenciador expõe suas opiniões sobre determinado assunto, que gera sentimento de acolhimento pelo telespectador, com isso, empresas utilizam essa visilibidade, para a divulgação de mercadoria através do famosos, influenciando as vezes, inocentemente na decisão de compra do consumidor.

Ademais, um levantamento divulgado pelo IBGE, mostra que sete a cada dez brasileiros estão conectados à rede. Dessa forma, é visível o avanço da tecnologia ao notar os dados evidenciando o acesso, ao grande número de pessoas, que facilita assim a busca por produtos, em todo o  mundo, por diversos preços e características, onde, influênciadores digitais utilizam desta, a principal justificativa para convencer o consumo, muitas vezes irracional, a esses indivíduos.

Em suma, é evidente que os influenciadores digitais causam impacto nas decisões de consumo, sendo assim, o Comitê Gestor da Internet no Brasil, por meio de projetos capazes de propor o consumo racional e não idealizado de mercadorias, - utilizando artistas para falar sobre educação financeira - deve proporcionar um equilíbrio entra o desejo e a necessidade, para que assim seja feito um consumo consciente independente do que foi indicado pelas pessoas usuárias de redes sociais, transformando o consumo menos impulsivo, se afastando da descrição feita pelo livro “Sociedade do espetáculo”.