Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo
Enviada em 23/09/2021
“Deixa assim/ faz igual/ ao coleguinha do lado/ que vai ser sucesso/ o mundo quer você quadrado”. Com essas palavras, a banda Supercombo, em sua música “Robozin”, expõe a relação da população com os “influencers”, na qual a “coleguinha do lado” é a blogueira do sécuo XXI que contribui com o processo de enquadramento da sociedade. Sob essa análise, atualmente, as redes sociais criaram uma nova classe trabalhadora: os influenciadores digitais que, por sua vez, impactam negativamente as decisões de consumo ao consolidar o comportamento consumista e, assim, padronizam a população.
Primeiramente, é importante destacar que os criadores de conteúdo são responsáveis por aumentar o consumismo, uma vez que, diariamente, veículam propagandas de produtos milagrosos e indispensáveis na vida do brasileiro. Isso interfere diretamente no comportamento de consumo porque, como próprio termo diz, os influenciadores digitais assumiram uma posição de influência privilegiada perante os seus seguidores, isso é usado à favor das marcas que seguem um regime capitalista, em que a população compra sem necessidade. Nesse viés, de acordo com o filósofo Friedrich Nietzsche, esse fenômeno é identificado como uma “moral de rebanho”, pois é um comportamento impensado da sociedade. Dessa forma, é evidente que o consumismo do cidadão é um impacto dos influenciadores nas decisões de consumo.
Ademais, os “influencers”, além de incitarem o consumo, eles o padronizam o que impacta as individualidades dos cidadãos tornando-os meros robozinhos. Nesse sentido, os ifluenciadores vivem da exposição de suas vidas, entretanto, o conteúdo exposto é totalmente fantasiado e distante da realidade e, é justamente isso que chama a atenção dos espectadores que, embusca de um pouco dessa vida, consomem exatamente as coisas expostas. Nesse contexto, a padronização que ocorre é semelhante à teoria sociológica de Émile Durkhein sobre a “consciência coletiva”, cujo comportamento individual reverbera socialmente. Desse modo, é indiscutível que as blogueiras contribuem para a padronização do consumo.
Portanto, é necessário conscientizar os influenciadores digitais sobre o impacto que exerecem nas decisões de consumo. Para isso, é dever do Ministério da Educação, por meio de subisídios, promover campanhas educativas e palestras- nas escolas e nas universidades- sobre o uso consciente da influência oferecida pela internet, a fim de diminuir o consumismo na sociedade e assergurar as individualidades. Dessarte, os brasileiros não serão quadrados se opondo à música “Robozin”.