Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 23/09/2021

Em meados de 1950, após o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo viveu um processo de aprimoramento em diversos campos do conhecimento científico-tecnológico, que ficou conhecido como Terceira Revolução Industrial. Esse movimento gerou um avanço na globalização do consumismo, que resultou no surgimento da internet e dos aparelhos de telecomunicação, além de criar também um novo campo do mercado, que engloba desde tecnologia da informação, até os que trabalham com a produção de  mídia em si, chamados de influenciadores digitais. Consoante a isso, com o passar dos anos, os “digital influencers” vêm se popularizando cada vez mais, todavia, geram um impacto muito grande nas decisões de consumo de seus telespectadores, na qual, muitas vezes são influenciados a comprar demasiadamente e ou a adquirir novas coisas em que não precisam.

Em primeiro lugar, ao se fazer uma analogia com a Alegoria da Caverna de Platão, nota-se que a metáfora retrata o fato de a humanidade ser alienada a um tipo de “ideal perfeito de vida”, semelhante ao que muitos influenciadores pregam em suas redes sociais. Dessa maneira, a sociedade idealiza uma utopia ao querer viver o que vê nas mídias digitais, e para isso se utiliza das propagandas que assiste no ambiente online, concluindo que seu dia a dia só não é como havia contemplado na internet pois não possui certos produtos, gerando cada vez mais um consumo exagerado.

Em segundo lugar, cabe ressaltar que outro impacto gerado pelo consumo influenciado a partir das figuras públicas das mídias digitais são as compras de produtos desnecessários, como uma sandália em formato de peixe, cílios postiço com led, entre outras diversas futilidades propagadas como necessárias, assim como se é visto no filme “Delírios de consumo de Becky Bloom”, onde a personagem principal consome todos os produtos de todas as propagandas que acessa. Ademais, muitas pessoas acabam sendo tão manipuladas por não possuírem conhecimento financeiro, as se autocolocando à mercê do consumismo, cenario que seria mudado se os influenciadores digitais abordassem um lado mais realista em suas redes sociais.

Portanto, para que o impacto das decisões de consumo da população tenha uma ação mais consciente também por parte dos influenciadores digitais, medidas devem ser tomadas. Sendo assim, a sociedade deve procurar cursos sobre economia e consumismo, por meio das próprias mídias digitais, para que assimm consigam se informar melhor sobre o mercado, a fim de que deixem de ser pessoas alienadas a propagandas das redes sociais, ajudando para que adquira apenas bens duráveis e necessários.