Influenciadores digitais e seu impacto nas decisões de consumo

Enviada em 23/09/2021

De acordo com o filósofo Guy Debord, em seu livro  ‘‘Sociedade espetáculo’’ , a pós modernidade trouxe, com suas tecnologias, um mundo controlado pela imagem, o que faz com que as pessoas queiram se moldar baseando-se em desejos alheios, uma vez que a compreensão da realidade são projeções idealizadas pela imposição ao consumo. Diante disso, torna-se importantíssima uma análise dos casos, os quais são agravados pelo sistema capitalista e a manipulação realizada pelas mídias e redes sociais

Em primeira análise, deve-se apontar o sistema capitalista como impulsionador dos impactos causados pelos influenciadores digitais nas decisões de consumo da população. Nessa perspectiva, a obra ‘‘A indústria cultural’’, do sociólogo Theodoro Adorno, afirma que a indústria cultural atua como formadora de pensamentos. Com isso, a comercialização de conteúdo passa ser muito importante, já que a mídia forma a mente das massas em prol de um produto cultural. Dessa forma, com a expansão do capitalismo, e a obtenção do capital, ficou negligenciado os problemas os quais essa manipulação pode resultar, sendo assim, é inadmissível a continuidade desse caso.

Além disso, deve-se salientar a manipulação realizada pelas mídias e redes sociais em cima do corpo social e sua relação com o influenciador digital como agravante do caso . Nesse sentido, tem-se uma ‘‘Sociedade Desempenho’’, conceito criado pelo filósofo Byng-Chull, a qual não pode falhar diante das imposições sociais, mesmo em detrimento de relações estáveis e saúde mental. Dessa forma, produtos de consumo são usados como opressores, e assim a força dos influenciadores digitais como formadores de opinião e importantes agentes nas tomadas de decisão aumenta, causando uma relações de dependência entre os seguidores e o influencer.

Tendo em vista os fatos apresentados sobre como os influenciadores digitais podem intervir nas decisões de consumo, é necessário que o Governo Federal- instituição cuja função é garantir o bem-estar social- interfira na propagandas disponibilizadas nas redes, por meio de leis práticas e eficientes, a fim de garantir que os influenciadores não interfira de forma agressiva no pensamento e no consumo dos seus seguidores. Somente assim será possível acabar com esse passado, marcado pela manipulação das redes